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Laboratório no quintal

Edição de 06/10/2007
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Mulher é presa produzindo remédios em casa. Ela tinha componentes químicos, bulas e embalagens.

Um laboratório clandestino que fabricava remédios e funcionava no bairro da Carmelândia foi fechado, ontem, durante operação em parceria entre o Departamento de Vigilância Sanitária (Devisa), Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe). No local foi presa em flagrante Ilsa Sodré Silva e foram apreendidos remédios, sabonetes, embalagens e rótulos adulterados. A dona do laboratório foi levada para a sede da Dioe. De lá, seria encaminhada para o Centro de Recuperação Feminino do Coqueiro.

Titular da Delegacia do Consumidor, Vanildo Oliveira informou que a descoberta do local foi feita a partir de denúncias à Vigilância Sanitária. O órgão então solicitou o acompanhamento da Polícia Civil para efetuar o flagrante. 'Quando chegamos ao local, que fica no conjunto Carmelândia, ela ainda tentou nos enganar dizendo que o material era para uso próprio, mas encontramos uma quantidade muito grande de produtos prontos para a venda. Além disso, ela estava produzindo os remédios em uma panela no quintal', explicou.

O delegado disse que no laboratório clandestino eram produzidos remédios para os mais variados tipos de doenças desde sifílis a câncer. 'Foram mais de 50 sabonetes para micose, mais de 100 garrafas de elixir e muitos rótulos'. Foram encontrados também vidros, tampas e sacos plásticos, provavelmente para embalar os medicamentos.

Nos rótulos apreendidos havia registros farmacêuticos do Ceará e até mesmo do Laboratório São Lucas, em Belém. 'Possivelmente são todos adulterados, porque não existe essa numeração descrita, mas vamos averiguar', disse o delegado.

Além dos rótulos, alguns medicamentos eram vendidos com bula, com informações sobre a posologia e até as contra-indicações. Em um deles, o Batatão Hypólito, indicado para vários tipos de doenças e com o rótulo da Indústria Farmacêutica Fialho Ltda, com uso livre inclusive para crianças, os possíveis componentes chamavam atenção, como o iodeto de potássio, uma substância utilizada em remédios para a tireóide.

O Elixir da Carnaúba, também fabricado no local, tem como responsável o técnico Natalino Diogo, com CRF 223, da cidade de Baturité, no Ceará. O remédio é indicado para uma infinidade de males, entre eles, 'úlceras, erupções cultâneas, manifestações da sífilis, reumatismo e doenças do aparelho gênito-urinário', conforme descrição do rótulo.

O delegado acredita que os remédios eram comercializados na própria residência e que Ilsa agia sozinha na fabricação. 'Encontramos somente ela no local', diz. Ela será indiciada por crime contra a saúde pública e pode pegar uma pena que varia de 10 a 15 anos.

Morte- De acordo com o famacêutico José Maria Silva, da Divisão de Drogas e Medicamentos da Vigilância Sanitária, que participou do flagrante, o uso de medicamentos clandestinos, fabricados sem o menor cuidado e higiene, pode ocasionar desde infecções por bactérias e fungos, alergias e até a morte. 'Não havia nenhuma higiene no local', contou.

Ele informou que uma mostra do material apreendido será levada ao Instituito Médico Legal (IML) para que sejam feitas análises. 'Vamos fazer a contagem de tudo o que foi encontrado e depois vamos levar para que seja analisado. Depois, possivelmente deverá ser incinerado', informou.

De acordo com Cláudio Fonseca, também da Vigilância Sanitária, a denúncia contra o laboratório clandestino foi feita por telefone à Vigilância há cerca de uma semana.

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