Moradores exigem obras de reparo nas passagens e na avenida
Moradores de várias passagens da avenida Bernardo Sayão fecharam a via por pelo menos três horas, na manhã de ontem, exigindo reparos na avenida e nas passagens, que estão sendo alagadas pelos esgotos e água do canal que está transbordando. A água criou buracos que dificultam a passagem de veículos e quase impossibilita a passagem de pedestres na calçada, facilitando assaltos. O bloqueio teve paus, entulhos, lixo e até carne sendo queimados. O asfalto e a calçada estavam tomados pela água malcheirosa do canal misturada com esgotos. Os manifestantes queriam um representante da Prefeitura Municipal de Belém (PMB), mas ninguém foi lá.
O autônomo Joaquim Pantoja, 49 anos, lista várias passagens em péssimo estado de conservação, como a Limoeiro, São José, Amaral, Moraes, Camapu, Santa Maria e Helena Dias. Os pouco reparos são feitos com o dinheiro dos moradores. O último foi na Helena Dias, que custou R$ 6 mil em coleta dos moradores. "Os pedestres nem podem mais andar direito por aqui e fizemos uma ponte improvisada. A água está no nível do asfalto porque fecharam o esgoto e o canal na Bernardo Sayão. Eles deveriam sair por causa das obras da macrodrenagem e todos já foram indenizados, mas ficaram aqui e causaram esse problema", criticou Pantoja.
A PMB, em nota, explicou que realiza uma obra de emergência na rua Fernando Guilhon, entre a travessa de Breves e a avenida Bernardo Sayão, no bairro Jurunas. Já estão previstos no orçamento a pavimentação com asfalto e sistema de água e esgoto na área. A obra, realizada pelo Programa de Macrodrenagem da Bacia da Estrada Nova (Promaben), será entregue até o final de julho deste ano.
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