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Auditores fazem protesto

Edição de 04/08/2012
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Categoria ainda aguarda resposta sobre proposta salarial e promete radicalizar movimento no Pará

O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindfisco Delegacia Sindical Pará e Amapá) realizou um ato público em frente ao prédio da Receita Federal, no centro de Belém. Eles protestam contra o silêncio do governo federal nas negociações com a categoria, que não recebe aumento real ou reposição de perda inflacionária há quatro anos e a publicação do Decreto 7777/12, que permite a substituição de funcionários federais em greve por servidores estaduais.

Dezenas de auditores cruzaram os braços, na manhã do ontem, para expor a revolta contra a posição do governo federal sobre o aumento exigido pela categoria. Uma tenda foi armada em frente ao órgão, com direito à música e um café da manhã.

"Estamos realizando operação padrão nos portos e aeroportos do Pará e uma paralização geral deve acontecer no próximo dia 8. A postura do Governo Federal só causa mais prejuízos à economia, mas ainda assim, prefere não negociar conosco", explicou um dos diretores do Sindfisco no Pará e membro do comando de greve, Sérgio Pinto. O prazo estipulado pela categoria para uma contraproposta do governo federal expirou no dia 31 de julho, sem resposta. Os auditores exigem a recomposição salarial de 30,28%.

A classe planeja um grande ato para marcar o dia de paralização, na próxima quarta feira. Representantes de outras categorias também em negociação com o Governo estiveram no ato, para apoiar os auditores. "Estamos na mesma situação. Há quase quatro anos sem sequer a reposição da inflação, quer dizer, tudo aumenta, produtos e serviços, e o nosso salário segue sendo achatado. Também não obtivemos resposta alguma do Governo", disse o delegado da Policia Federal Madson Vieira.

A Operação Padrão segue desde o mês passado em todo o Brasil e atrasa todas as operações de Alfandega, afetando importações e exportações e ocasionando perda de receita para o país. Até mesmo o atendimento ao público vem sendo afetado. Em paralelo à Operação Padrão, segue a campanha Crédito Zero, com a suspensão de repasse de informações à Receita sobre notificações de multas nas operações de importação e exportação de mercadorias.

 

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