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População reedifica casas

Edição de 30/08/2012
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Após ventania ter destruído várias residências no icuí-guajará, moradores se preparam para a reconstrução

Redemoinhos ou ventanias como os que destelharam casas no bairro Icuí-Guajará, em Ananindeua, e danificaram o mercado de Icoaraci, na tarde de terça-feira, 28, foram casos isolados, mas podem ocorrer novamente nos próximos dias. A previsão é do segundo Distrito de Meteorologia (Disme), que informa serem naturais rajadas de vento e relâmpagos em períodos de clima quente e úmido e com formação de nuvens. Desde a manhã de ontem, quem teve o imóvel danificado teve de começar a reconstruir, o que não foi fácil para muitas famílias da área do Icuí-Guajará, que são de baixa renda. Comércios, igrejas e escolas estão na lista de imóveis atingidos.

O chefe do 2º Disme, meteorologista José Raimundo Abreu, explicou que os imóveis no Icuí-Guajará foram atingidos por um redemoinho, algo isolado, pois foi numa área específica. A rajada de vento, que alcançou 28,8 km/h ou 8 m/s (no registro da estação que fica no Entroncamento), foi resultado do encontro das chuvas num clima quente e úmido, como tem estado o clima da Região Metropolitana de Belém (RMB) nos últimos dias. As correntes de ar quente e frio se deslocam, se empurram e esse movimento gera os ventos. 'Quando encontram obstáculos, esses ventos tendem a formar redemoinhos. As chuvas na terça-feira não foram significativas, pois foram apenas 3,5 milímetros. Há uma faixa de nuvens vindo de Bragança, passando por Castanhal e chegando a Belém, que podem trazer chuvas e gerar esses redemoinhos e ventos novamente', disse Abreu.

Recomeçar - Na rua Jovelina Carneiro, no Icuí-Guajará, várias casas foram danificadas e se encontravam sem telhados. Pelas calçadas, os móveis eram colocados para secar. Dois postes tombaram e as redes de uma arena de futebol prendiam os destroços das casas. Um dos moradores inconsoláveis com os estragos é Enéas Machado Filho, 43 anos, que está desempregado. Sem ter a quem recorrer, vizinhos, familiares e amigos é que se ajudam para reparar os danos.

'Um rapaz me cobrou R$ 700 para fazer o serviço com 1,5 mil telhas, pernas-mancas e ripas. É um dinheiro difícil de conseguir agora. Os vizinhos têm feito doações e meu irmão também. Foi um terror. Eu estava chegando em casa, umas 16h30, e estava só chuviscando. Aí começou a ventar forte, com a chuva e nem consegui fechar as janelas. Ouvi os barulhos e vi o telhado indo embora, com a água entrando em casa. Perdi sofás, televisão e colchões. Fiquei paralisado de medo e, quando minha esposa e minha filha chegaram, foi um desespero. Nem podemos sair, pois nossas coisas estão aqui ainda e se deixarmos os ladrões levam. Passamos a noite em claro. O fio elétrico foi cortado e cortou a energia. Deus foi quem me salvou de uma tragédia maior se esse fio cai ainda com eletricidade para dentro de casa. Tudo estava molhado e eu também. Teria sido eletrocutado', contou.

Irritada, Edileuza Trindade, 36 anos, também moradora da Jovelina Carneiro, cobrou presença das autoridades e ajuda do poder público. 'Somos todos eleitores aqui e vários candidatos já passaram pedindo votos na rua, inclusive, alguns que estão no poder. Agora precisamos dos políticos ao menos com uma mão amiga. Onde estão? Por que não nos ajudam?', criticou.

 

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