A abertura do Arte Pará 2010 só acontece em 7 de outubro, mas já se pode dizer que hoje e amanhã, o salão começa a nascer de verdade. É que nesses dias 10 e 11 de setembro, o curador Orlando Maneschy e o time de jurados sentam para definir quais obras irão compor os quatro ambientes - Museu de Arte Sacra (MAS), Museu da Universidade Federal do Pará (Mufpa), Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP) - utilizados pelo Arte Pará em sua 29a edição.
Para Maneschy, é super importante o papel dos jurados nesse primeiro momento, porque são eles quem definem o tom do salão. "A mostra final começa a ser criada agora, porque são eles os mediadores, que escolhem o que entra e o que não entra. Por isso a escolha desses nomes precisa ser feita de uma maneira extremamente bem elaborada, afinal de contas, se trata de um salão que abrange as mais variadas expressões da arte", detalha o curador.
Em 2010, formam a banca o coordenador executivo do Museu de Arte de São Paulo, Andrés Hernández; o diretor da Faculdade de Comunicação da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP - SP), Rubens Fernandes Junior; a professora do curso de Graduação Tecnológica de Fotografia da Universidade Estácio de Sá (RJ), curadora e pesquisadora independente, Nadja Peregrino; a curadora independente, doutoranda em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e crítica de arte, Daniela Labra; e o diretor da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal do Pará (UFPA), Neder Charone.
"O Rubens e a Nadja são dois experts em fotografia. O Andrés, além de ser do corpo diretivo do MAM, tem uma vivência bastante extensa no campo da arte contemporânea, sem contar que ele é um cubano radicado em São Paulo há vários anos, e com o conhecimento dessas duas culturas. O Neder é daqui, é professor decano da UFPA, acompanhou de perto a formação de vários artistas locais, é uma presença incontestável nesse júri porque está dentro da cena artística paraense", analisa Orlando.
Sobre os dossiês recebidos, Manechy credita ao alcance das mídias sociais o aparecimento de inscrições de todo o Brasil. "Essa ampliação nos trouxe várias participações interessantes, nas mais variadas linguagens e advindas de diferentes gerações. A performance está cada vez mais presente, mérito da edição de 2005, que levou o Arte Pará para além dos museus, nas ruas, nas feiras. É um evento que se atualizou muito e que há tempos deixou de ser local para ser nacional, aberto a todas as linguagens, que premia da pintura à obra performática", diz o curador.