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CONFIRA: As fotos da galera que circula na night paraense
05/05/2009 às 16h49
Externa segundo um estagiário

Caros,

Um dos meus estagiários mais empenhados, Márcio Moreira, escreveu sobre a adrenalina da última saída dele com a equipe de reportagem. Ele gostaria de dividir com vocês a experiência. Aproveitem!

Olá, venho mais uma vez roubar um espacinho desse blog que é tão lido, sobretudo pelos estudantes de jornalismo, para tentar explicar para vocês um pouco de como funciona a externa da TV Liberal para quem ainda não põe a cara na telinha.

Bom, pensei em escrever esse texto depois da minha última externa no dia 04/05/09, quando acompanhei o repórter João Jadson em uma pauta sobre a greve dos servidores municipais de Belém, em frente ao Hospital do Pronto Socorro Municipal da 14 de Março.
 
Cada um de nós (estagiários) tem o privilégio de, uma vez por semana, acompanhar uma equipe de externa, que é composta por um repórter, um cinegrafista e um auxiliar, que também assume o volante do carro. Cada uma dessas frentes de trabalho é peça fundamental para o bom andamento do VT (Video Tape) que vocês assistem no ar:
 
O Auxiliar além de contribuir com a coleta de nomes e dados dos entrevistados no que chamamos de ‘decupagem’, que é muito útil para a criação das tituleiras, também tem que ser ágil no volante para conseguir levar a equipe à todas as locações das pautas em tempo hábil e em segurança. 
 
O cinegrafista é o elemento da equipe que tem nos olhos sua principal arma de ação, ele tem que ter uma visão jornalística bastante ampliada para captar todos os valores notícias que possam surgir na situação da pauta.
 
O repórter é o chefe da equipe, bem mais do que segurar o microfone, ele é o responsável por amarrar imagem e texto e ser a testemunha-chave do acontecimento que vai entrar nas salas do telespectador diariamente.
 
Nós, estagiários, somos um quarto elemento. Nos detemos mais à observação do fato e escrevemos nosso próprio texto encaminhado a partir da mesma pauta do repórter, gravamos uma passagem e fechamos uma espécie de VT que serve como avaliação, aqui na TV, feita pela nossa coordenadora Mônica Maia, que não apenas corrige os mínimos detalhes dos nossos textos, como também analisa nosso desempenho na gravação do off em quesitos como dicção, entonação e interpretação do que foi escrito na rua.
 
No caso da minha última externa esse processo todo foi um grande desafio. Foi a primeira vez que dei com entrevistados revoltados e momentos de tensão iminentes, a começar pelo fato de que conversávamos com pessoas que estavam com parentes à beira da morte no meio de uma manifestação que, de certa forma, impossibilitava um atendimento razoável em um hospital que normalmente já apresenta algumas dificuldades.
 
Equilíbrio emocional e muita vontade de contar aquelas histórias foram fundamentais para conseguir levar até os telespectadores um relato real da vida cotidiana da população de Belém, claro que com um apoio indispensável da equipe experiente, que a todo o momento, dava boas dicas de como descrever aquelas situações.
 
Espero que tenham gostado, até uma próxima oportunidade!

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27/04/2009 às 09h40
Profissão Repórter Procura

Se você se formou em Jornalismo em 2007 ou 2008, pode concorrer a uma vaga de repórter iniciante na equipe do programa 'Profissão Repórter'. Para participar grave um vídeo respondendo a pergunta: 'Por que quero ser repórter?'.

O vídeo deve ter até 1 minuto e pode ser gravado com qualquer equipamento. O arquivo deverá ter até 50 MB e pode ter as seguintes extensões: 3G2, 3GP, 3GP2, 3GPP, ASF, AVI, DIVX, DVX, F4V, FLV, H263, M4E, M4V, WMV, MOV, MOVIE, MPEG, MPG, H263, MP4, DV, QT e RM.

Só será aceito um vídeo por candidato. O prazo de envio de vídeo se encerra à meia-noite do dia 28 de abril de 2009.

Para outras informações acesse o site do programa: www.profissaoreporter.globo.com

Boa Sorte!

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17/04/2009 às 13h45
Estudantes de comunicação

'Comunicação na sociedade digital-o que sai da tua cartola?'. Essa será a pergunta feita durante os cinco dias do Encontro Regional dos Estudantes de Comunicação Social (Erecom). O Encontro é organizado por estudantes de Comunicação de Belém e acontece na UFPA, entre os dias 17 e 21 de abril. O objetivo do evento é despertar novas maneiras de pensar a produção jornalística, publicitária e de relações públicas na era digital. Para outras informações acesse o portal da UFPA (www.ufpa.br).

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15/04/2009 às 10h27
Violência urbana: mais um episódio

Na terça-feira (14) recebemos um vídeo da polícia mostrando a ação de um bando armado próximo à ponte do Barreiro na Avenida Pedro Álvares Cabral, em Belém. Uma cena impressionante gravada pelas câmeras de segurança do CIOP espalhadas pela cidade. Em pleno sábado de aleluia, ao meio dia, um grupo armado ataca os veículos que aguardam no semáforo.

 

Dentro do carro estava um casal, que ficou totalmente desorientado com tamanha violência. O ponto positivo disso tudo, se é que se pode chamar assim, é que as imagens ajudaram a identificar os assaltantes, até ontem 5 já tinham sido presos. O CIOP também pôde acionar a polícia que não demorou a chegar no local.

Não é de hoje que a violência nesse trecho da Pedro Álvares Cabral vem sendo denunciada pela população. Em março, a TV Liberal mostrou o drama de alunos da Unama que estão trancando a matrícula na faculdade com medo de passar à noite pela ponte do Barreiro. Muitos dizem que já foram vítimas de assalto.

Alô PM!!! Já é hora de tomar alguma medida mais enérgica a respeito. Que tal instalar um PMBox no local? Os motoristas agradecem.

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16/03/2009 às 12h00
De olho nas mudanças

Há algumas semanas tivemos aqui na redação, por meio de videoconferência, um bate papo com o editor do Jornal Nacional, Renê Astigarraga. O assunto foi edição de texto, mas também tiramos dúvidas nas áreas de produção e reportagem.

Durante o bate-papo surgiram muitos questionamentos. Aí vão alguns deles: será que nossa forma de contar histórias ficou velha? Será que é possível mudar esse formato de reportagem sem chocar o telespectador? E que mudança seria essa?

Como editora de texto, confesso que é meio chato receber todos os dias o mesmo formato de reportagem: off – sonora – passagem de vídeo – off – sonora...

Desde a época de repórter eu já me debatia com isso. Cada reportagem era um desafio. Chegava a passar horas na frente do computador tentando encontrar uma frase que transmitisse bem o que eu queria dizer, tentando não usar frases clichês. Em alguns assuntos é difícil fugir do formato que conhecemos. Já em outras acredito que é possível sim arriscar algo diferente.

E será que é possível mudar o formato de reportagem que conhecemos hoje sem chocar o telespectador? Acho que a saída é tentar ser ousado. Sempre. Mas aos poucos. Uma passagem diferente, uma forma diferente de gravar uma sonora...são iniciativas que pode dar cara nova ao VT. Torná-lo diferente dos outros.

Aí você me pergunta: - É fácil fazer isso?

Não. Não é. Além de pensar na matéria o repórter enfrenta uma série e adversidades na rua. Tem que correr contra o tempo, tem que correr para escrever texto. Não é nada fácil. Aliás, um dos grandes desafios desse profissional é nunca perder o entusiasmo com a reportagem. Pois só o entusiasmo é capaz de dar forças para continuar apostando no material.

Quando vocês forem repórteres é provável que sintam um friozinho na barriga na hora em que seu VT for ao ar com destaque, com uma bela cabeça? Uma maravilha essa sensação. Hoje sinto o mesmo quando vejo uma bela edição no ar, uma bela imagem, quando a matéria que eu editei teve boa repercussão.

Para saber se a reportagem é boa a dica é observar a reação das pessoas no momento em que ela for ao ar. Se ela é comentada, se recebe elogios, se as pessoas demonstram entender o que foi dito esse certamente é um bom caminho.

Outra dica é conversar sempre com os colegas, principalmente com o cinegrafista e com o editor que, junto com o repórter, também são responsáveis por qualquer mudança que ocorra no material. Portanto, vocês que fazem parte da nova geração de profissionais da redação pensem nisso.

Abraço.

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13/02/2009 às 11h00
Vítimas de Violência

No dia 10 de fevereiro, assim como faço todas as manhãs antes de começar o trabalho na redação, fazia uma leitura dinâmica dos jornais do dia (dinâmica mesmo, me dou meia hora para olhar os jornais e os principais sites de notícia). Neste dia a coluna do advogado e jornalista Hamilton Gualberto me chamou atenção. Ela identificava nominalmente uma menor de idade vítima em um inquérito policial que apura a ocorrência de crime de pedofilia.

O fato gerou críticas do Sindicato dos Jornalistas que definiu a atitude como “irresponsável”. E eu concordo. Expor crianças, vítimas de qualquer ato de violência, é dar a ela um tratamento vexatório. Existe um estatuto que as protege e temos que respeitá-lo. O artigo 18 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), por exemplo, determina ser “dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor”.  

Nesses casos também temos que levar em conta nossa ética profissional. É nosso dever defender os direitos do cidadão e não expô-lo da forma como foi feito. Isso também vale para as vítimas de ameaças de morte. Muitas vezes elas chegam até nós pedindo para denunciar que estão sendo ameaçadas. Esta semana mesmo, um trabalhador rural de Tucuruí, ameaçado por fazendeiros da região, disse que fazia questão de falar mostrando o rosto, pois na cabeça dele isso era uma forma de proteção. Na verdade não é.

A irmã Dorothy, por exemplo, veio até nós denunciar que estava sendo ameaçada por fazendeiros. Mesmo contra a vontade dela fizemos a denúncia sem identificá-la. Poucos meses depois ela foi assassinada. A morte da missionária voltou os olhos do mundo para os conflitos em Anapu, que continuam apesar de todos os nossos esforços para reprimí-los.

Sempre que nos deparamos com casos desse tipo temos um cuidado redobrado para não expor a vítima a um perigo maior, daí o cuidado de não mostrar seu rosto e nem mesmo identificar sua voz. Essa é uma discussão antiga em nossa redação. O que nos choca, muitas vezes, é ver que outros veículos não tiveram a mesma preocupação.

Mostrar o rosto de pessoas ameaçadas ou crianças vítimas de violência não é garantia de que elas estão a salvo só porque denunciaram o caso na TV Liberal. Não significa que os agressores serão punidos imediatamente. Nós exibimos essas denúncias para mostrar às autoridades do Estado a existência e gravidade do problema e que algo precisa ser feito. Mas sempre que fazemos isso buscamos agir com segurança, ética e respeito ao cidadão.

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02/02/2009 às 15h00
Mestrado em Comunicação

Dica do meu amigo MÁRIO CAMARÃO, jornalista e professor:
 
O edital de seleção do Mestrado em Comunicação, Linguagens e
Cultura já está publicado no site www.unama.br.  As inscrições estarão abertas até 06/02/2009.

O curso tem o propósito de estudar os processos comunicativos, de linguagem, culturais e artísticos considerando as relações de sociabilidade e processos criativos. Vale a pena avaliar!

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Criado na década de 90 o PRO-TV tem o objetivo de complementar a formação acadêmica de estudantes. Por meio do contato entre profissionais e alunos, o principal desafio é equilibrar os experimentos e a prática diária encurtando o caminho entre a universidade e o mercado de trabalho.

Através do estágio rotativo, os participantes do PRO-TV conhecem os bastidores da notícia feito pela Rede Liberal de Televisão. A experiência permite a possibilidade de adquirir uma visão do jornalismo praticado pelos profissionais da empresa.

O programa é voltado a estudantes que cursam a partir do segundo semestre do curso de Jornalismo, com facilidade para o trabalho em equipe e interesse em aprender como desenvolver as habilidades profissionais e pessoais no ambiente de trabalho.

 
Mônica Maia é a coordenadora do PRO-TV. Ela se dedica ao jornalismo há 8 anos. Durante esse período, adquiriu experiência em televisão, rádio, internet e assessoria de imprensa. O primeiro contato com o meio televisão foi em 1997. Três anos depois integrou a equipe da TV Liberal como editora e produtora do 'Bom Dia Pará'. Em pouco tempo, foi promovida para a reportagem onde permaneceu durante três anos. Atualmente, exerce, também, a função de editora-executiva e atua no Jornal Liberal 1ª Edição.