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É parece que o tempo passa muito rápido mesmo. De repente lá se foram dois meses fazendo parte do quadro de estagiários da TV Liberal. Comecei no dia 3 de outubro, já no pique do Círio de Nossa Senhora de Nazaré. Durante dois meses fiquei na ronda, onde temos que apurar todos os fatos que estão ocorrendo na cidade e que, possivelmente, se transformariam em pautas.
Ao final do segundo mês tive minha primeira experiência em externa ao vivo. No dia 1º de dezembro de 2011 comecei a fazer parte da produção do programa É do Pará, onde trabalhamos com pautas mais elaboradas. Temos tempo de apurar detalhes e se dedicar em um determinado assunto.
O programa é totalmente voltado para a diversidade paraense e vem conquistando cada vez mais audiência. Uma vez por mês o programa tem o quadro “É do Pará nos bairros”, que consiste em uma transmissão ao vivo no bairro escolhido.
Nesta época o bairro foi a Pedreira, conhecido como bairro do samba e do amor. Logo de cara achei a ideia fantástica. Fiquei pensando que além de fazer um trabalho diferente, poderia conhecer gente e de quebra me divertir, já que as atrações do programa, que eu tinha ajudado a convidar, eram ótimas.
Às 08h eu já estava na TV aguardando para sair junto com a equipe. Era um carrega equipamento, água e tudo mais... Enfim, chegamos na Aldeia Amazônica e começamos a montar tudo: mesas para os jurados do concurso “Pé de Valsa”, isopor com água para a equipe e por final começamos a reunir os convidados.
Uma das convidadas era Dona Help, uma senhora muito simpática e animada. Fomos na casa dela, que é lá perto, para buscá-la. Era pra ser uma das juradas. Mesa de jurados pronta, sambistas com samba no pé, cinegrafista no ponto e a apresentadora, Amanda Pereira, só esperando a hora do Ok. Eu fiquei produzindo a Amanda, atrás das câmeras. Ia passando o script ( roteiro do programa completo) com os blocos do É do Pará.
Quando estamos atrás das câmeras é bem diferente do que vemos na TV. Por exemplo, a apresentadora abre o programa, chama uma atração e depois a matéria. Enquanto isso a gente fica no aguardo de uma nova entrada da apresentadora, mas na TV não fica aparecendo o tempo todo o rosto dela e vendo se está tudo dando certo!.
No ar, o telespectador ver as matérias que tomam grande parte do programa. A atração principal era a bateria da escola de samba Império Pedreirense. Durante o programa foram feitas homenagens ao bairro pela tradição. Outro destaque foi o tacacá mais famoso do bairro, que atrai milhares de pessoas por mês.
Chegou então, a hora do concurso “Pé de Valsa”... Na disputa estavam duas passistas da escola de samba e mais um dos integrantes do grupo. Após as apresentações foi anunciado a vencedora, uma das mulatas, que fez por merecer o prêmio.
É chegada a hora da despedida. Equipe se prepara para o final do programa. Os dois cinegrafistas se posicionam, eu atento à apresentadora para que nada dê errado e a outra produtora na coordenação com a editora-chefe. A finalização do programa foi mostrada com muito samba e festa. Como dizem as minhas colegas de redação: “o Murilo sambou mais que o pessoal da escola de samba”. E era verdade. Não dava pra conter o sentimento de satisfação de uma missão cumprida. E esta foi a minha primeira experiência em externa na produção do programa É do Pará.
Adorei a experiência e vou continuar batalhando para novas oportunidades na externa.
Por Murilo Moura - estagiário do 'É do Pará'
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