Hoje acontece a primeira reunião do grupo que vai organizar o evento
Mais de cem integrantes do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial (FSM) se reúnem hoje, no Hotel Sagres, em Belém, para discutir os preparativos do evento que será realizado na capital paraense, em 2009, com a expectativa de atrair mais de cem mil pessoas. É o primeiro encontro que organismo faz para delinear estratégias que facilitem a realização do encontro. Uma das preocupações, expõe a carioca Moema Miranda, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e uma das conselheiras, é com a hospedagem da multidão de todas as partes do mundo que chegará a Belém para participar dos debates contra o neoliberalismo e por novas alternativas de desenvolvimento social.
'Não deve ser difícil acomodar cem mil pessoas para uma cidade que está acostumados ao Círio, que reúne dois milhões de romeiros', diz ela, brincando. Moema recorda que em Nairobi, capital do Quênia, na África, onde a sétima edição do evento foi realizada, em janeiro deste ano, também foi um desafio encontrar alternativas para acomodar os mais de 80 mil participantes. A representante do Ibase acredita que a famosa hospitalidade paraense seja uma das soluções para resolver o problema da falta de hotel, brinca a ativista.
Hoje os membros do Conselho internacional devem se concentrar na organização do Dia de Mobilização e Ação Global, a ser promovido no dia 26 de janeiro do ano que vem. É a data em que os participantes, em todo o planeta, chamarão atenção para o grande evento em Belém, em 2009. Amanhã, os conselheiros se dividirão em grupos de trabalho para elaborar propostas de organização; e, nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, realizarão a plenária do conselho para dar o formato final às propostas de organização do Fórum.
Moema afirma que Belém foi escolhida por ser uma das principais cidades da Amazônia. É por causa da região que o Fórum se desloca á capital paraense, depois de sete edições, a maioria delas realizada na capital gaúcha, Porto Alegre. Moema explica que é na Amazônia que está sendo travada os principais embates entre o capital privado e os movimentos socais que defendem o uso sustentável e racional dos recursos da fauna, flora, hidrográficos, geológicos, além do respeito à diversidade cultural dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, mulheres e demais entes envolvidos na luta contra as idéias neoliberais.
O Fórum Social Mundial é um espaço de debate democrático, aprofundamento da reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações da sociedade civil. E tem a intenção de criar alternativas às políticas neo0liberais em todo o mundo, conforme está definido na Carta de Princípios, principal documento do Fórum.