A partir de amanhã, os comerciantes do terminal de ônibus urbanos da Universidade Federal do Pará (UFPA) passam a trabalhar em espaços provisórios, próximos ao campus universitário do Guamá. O terminal que funciona no portão da avenida Perimetral já entrou em obras e será completamente reformado até janeiro do próximo ano. Uma equipe técnica formada por engenheiros e assistentes sociais da Companhia de Habitação do Pará (Cohab) realizou, ontem pela manhã, no auditório da companhia, uma reunião com os 37 comerciantes do local, para organizar a transferência deles para os espaços provisórios, onde eles poderão continuar com as vendas durante o andamento das obras de construção do novo terminal, que depois de concluído terá espaços adequados para os comerciantes.
A empresa Estacon, responsável pela obra, já iniciou o serviço de demolição. Segundo a área de engenharia da empresa, o novo prédio, além de mais moderno, terá capacidade para operar 17 linhas de ônibus e contará com um anexo dotado de boxes fixos para abrigar os 37 comerciantes que vendem alimentos e outros produtos aos funcionários do terminal, da UFPA e também aos usuários das linhas de ônibus.
Todos os comerciantes cadastrados participaram da reunião ou enviaram representantes para tratar do remanejamento para os espaços provisórios, que vão funcionar em três pontos diferentes. O primeiro grupo ficará trabalhando próximo a rua Augusto Corrêa, onde fica o portão principal da UFPA. O segundo grupo vai ficar em uma área em frente ao residencial dos funcionários da universidade, próximo ao campus III. O terceiro grupo vai ficar dentro do campus básico, em frente ao Ginásio de Esportes da UFPA.
De acordo com a direção da Cohab, a solução foi fruto de várias reuniões com os trabalhadores, que chegaram a um consenso sobre os três espaços. A previsão é de que os comerciantes ficarão nesses locais temporariamente, por um período de 60 dias, que é o prazo dado pela Estacon para concluir as obras do terminal. Os boxes para abrigar provisoriamente os comerciantes foram construídos em estrutura de ferro e contam com telhado para abrigá-los do sol e da chuva.
Os comerciantes se mostraram satisfeitos com a solução apresentada, embora não escondessem o desejo de retornar logo para o terminal, como explicou dona Rosely Costa Bittencourt, que vende lanche há mais de 11 anos no local. 'Apesar dos novos locais terem cobertura, a gente vai perder bastante no movimento, porque o trânsito de pessoas é grande lá (no terminal). Mas pelo menos vamos ter nossos locais de volta reformados', afirmou.