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Ilha some do mapa e desaloja famílias

Edição de 08/02/2010

FENÔMENO - Defesa Civil vai à Coroa Comprida para convencer pescador a sair

EDIVALDO MENDES
Correspondente em Castanhal

Desde o último dia 7 de janeiro sob estado de emergência, decretado pelo prefeito de Augusto Corrêa, Amós Bezerra, a ilha Coroa Comprida, localizada na foz do rio Umarajó e sob influência direta do oceano Atlântico, a cerca de duas horas de barco do porto daquela cidade da região do Salgado, continua sendo tragada pelas águas do mar. A força da maré está destruindo os barracos que ainda estão de pé, erguidos pelos pescadores que continuam insistindo em lá permanecer. Dos quase 800 metros de largura da praia restam menos de 50, e onde antes existiam cinco filas de barracos, feitos de madeira do mangue, resta apenas uma fileira com 21 deles, e a menos de 20 metros do maguezal.

Como nos próximos dias, por conta da lua crescente, ocorrerá o fenômeno das águas grandes, o prefeito decidiu que chegou a hora de retirar os que ainda vivem na ilha, remanejando-os para uma área na cidade, já adquirida pela prefeitura. Impotentes diante da força da natureza, sem água potável, porque os últimos poços foram soterrados pela areia, os moradores da ilha já se renderam à idéia, e só aguardam o momento de ir embora. Uma decisão triste para um lugar no qual morava tanta gente que chegou a eleger, em 1992, dois vereadores para a Câmara Municiapl de Augusto Corrêa, e onde existia até uma seção eleitoral.

Amós Bezerra disse que está recebendo o apoio da Defesa Civil estadual, que doará madeira apreendida pela fiscalização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a construção de casas. 'Compramos uma área para lá construir 20 casas. Pelo menos mais dez familias que têm seus terrenos receberão material de construção. Acreditamos que, apesar das dificuldades de adaptação, as famílias remanejadas vão ter uma vida mais tranquila, com acesso melhor nas áreas de saúde e educação', disse, informando que a prefeitura já tem R$ 100 mil em caixa para serem usados na construção das casas, e que dezenas de jovens pedreiros que fazem parte do Bolsa Trabalho vão trabalhar na construção das moradias.

 

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