De abril a dezembro de 2009 houve um aumento de 8,5% no número de equipes de saúde da família no Pará, cuja cobertura hoje é de 40%. A secretária estadual de Saúde, Sílvia Comaru, avalia que dificilmente o Estado cobrirá 100% de sua população com essa estratégia, por causa das distâncias, da baixa densidade demográfica e da falta de médicos. 'Estamos abrindo um debate sobre um novo modelo para a saúde da família, com uma estratégia para regiões de baixa densidade demográfica. É muito difícil se fixar médicos no interior', diz ela.
Como alternativa, a secretária propõe a flexibilização das regras do Ministério da Saúde, já em discussão no Plano de Saúde da Amazônia Legal. 'Queremos financiamento diferenciado a essas equipes, porque atenção primária na Amazônia é muito mais difícil'. Ainda assim, a secretária comemora o aumento de 7,8% da cobertura populacional e de 12,3% no número de equipes de saúde bucal. 'O Pará tinha o segundo pior percentual de cobertura de saúde bucal no País e aumentamos em 93%', diz ela, ao informar que só os centros de especialidades odontológicas aumentaram de 13 para 37 em três anos.
A descentralização dos serviços é outra das políticas para reduzir as demandas na capital e humanizar o tratamento às pessoas adoecidas no interior. A secretária cita como exemplo a hemodiálise, que só havia em Belém, Ananindeua e Marabá, e foi estendida a Altamira, Redenção, Santarém, Castanhal e Marituba. A próxima será em Bragança. Ela diz que o mesmo se dá em relação às unidades de terapia intensiva (UTIs) neonatal.