Edição: Belém, Quinta, 02/09/2010   
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Em prol da saúde canina

Edição de 27/03/2005

Pesquisa desenvolvida em Toronto (Canadá) pode beneficiar os cães que sofrem de epilepsia

Cientistas britânicos e canadenses identificaram um gene associado à epilepsia em cachorros. A pesquisa desenvolvida no Hospital para Crianças Doentes, em Toronto, no Canadá, foi publicada na revista Science e é um exemplo de como os projetos de seqüenciamento do genoma humano e de cachorros pode beneficiar ambas as espécies. Os pesquisadores estão comparando e contrastando o código genético dos humanos com o de outros animais para tentar descobrir a causa genética de várias doenças.

Os pesquisadores analisaram um tipo de cachorro basset puro-sangue e perceberam que a epilepsia era causada por uma mutação no gene EPM2b, que impedia a produção adequada de uma certa proteína.

No Reino Unido, os cientistas acreditam que cerca de 5% da raça analisada tenha a doença. Em pelo menos 25% dos casos, a epilepsia ocorre devido ao gene defeituoso.

Os donos dos cachorros normalmente começam a perceber o problema quando eles têm em torno de três a seis anos de idade.

Apesar de não ter cura, a epilepsia canina pode ser controlada com uma dieta específica e remédios.

“Esses animais podem ter ataques em resposta a coisas específicas, como um movimento repentino em seu campo de visão”, diz a veterinária Clare Rusbridge, co-autora do estudo.

“Eles também podem ter ataques quando há a presença de luzes piscantes - essa é uma das formas de epilepsia fotossensível. Uma das maneiras mais simples de combater isso é o uso de óculos de sol nos cachorros.”

Veja só onde chegamos: óculos escuros minimizam as crises convulsivas, essa nem eu sabia!!!!! Mas vale a pena tentar, se alguém tiver bons resultados, isto é, se o bicho deixar usar os óculos, me avise.

Esterilização é um ato pelo bem-estar e dignidade do animal

Raimundo Nelson S. da Silva (*)

Pode parecer contraditório que defensores da vida, como Sociedades Protetoras dos Animais estejam hoje trabalhando tanto par impedir ao máximo novos nascimentos, mais é em nome da vida, e sobretudo do bem estar  da dignidade dos animais, é que se busca uma política de controle e planejamento da natalidade, particularmente da população de cães e gatos. 

Muitos animais são vitimados pelo abandono, fome, doenças, espancamentos e demais crueldades, milhares de animais são abandonados todos os dias nas ruas das grandes cidades, isso sem falar também na enorme quantidade de cães e gatos sacrificados todos os anos nos centros de Controles de Zoonoses do país. Enquanto houver super população de animais estes serão jogados pelas ruas submetidos a toda sorte de maus-tratos, causando sérios problemas ao meio ambiente, e oferecendo riscos muitos sérios à Saúde pública, pois diversas zoonoses (doenças transmitidas dos animais ao homem e vice-versa) como a raiva, leptospirose, brucelose, toxoplasmose e etc... tem como reservatórios os cães e gatos abandonados.

Infelizmente, ainda há muitos preconceitos, enquanto a esterilização das fêmeas é vista como aceitável, castrar os machos ainda encontra resistência pelo cidadão comum, neste sentido, é importante o apoio da classe Médica Veterinária com vistas a conscientizar a população sobre os benefícios da esterilização, não apenas em seus efeitos sobre o conjunto, mas em cada animal em si.

Outro mito que precisa ser esclarecido é o da necessidade da primeira cria. A castração não prejudica em nada a saúde da fêmea que nunca procriou, aliás, nos EUA e Inglaterra, a recomendação é pela esterilização, preferencialmente antes da puberdade, quando a recuperação do animal é mais rápida. Também vale ressaltar que nas fêmeas, a castração correta, completa retirada do útero e dos ovários, previne os casos de piometra, como também a ocorrência de câncer de mama é cerca de 99% menor nas fêmeas castradas, o macho tem uma redução de 99% na probabilidade de adquirir câncer de próstata, o animal que não acasala tem menor chance de contrair tumor venéreo transmissível, e o macho sem atração pelo cheiro da fêmea, fica mais caseiro e menos exposto aos riscos externos.

Assim para que a questão seja de fato solucionada precisamos ir à sua origem, realizando diversas ações, como estímulo a guarda responsável, campanha de esterilização, campanha de adoção, educação sanitária e etc...

Não temos a pretensão de acreditar de que essa realidade mudará em curto prazo, mas já está na hora de todos juntos, Sociedade, Médicos Veterinários e Poder Público, tomarmos as providências que o caso requer.

(*) Médico veterinário, presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária-Pa-Ap, professor-adjunto da UFRA, MSc-MV

CAUSO

Dutty (27/07/1990 a 17/03/2005)

Duttynho, Tinhinho, Reizinho, Leãozinho e etc. Foram tantos os apelidos carinhosos que demos para ele ao longo da sua vida conosco. Quando fomos apanhá-lo ele era um bebê, tomava leite ainda, passava a noite chorando e só parava quando estava no colo. Eu e minhas irmãs tínhamos que nos revezar para cuidar dele, não tínhamos experiência com cachorros e de tanto limparmos ele depois que fazia as suas necessidades o bichinho ficou cheio de assaduras.

Foi um aprendizado! No dia-a-dia da casa, ele era o rei, bastava um latido para virar ordem e todos ficavam tentando descobrir o que ele queria. Impossível não notar sua presença, certa vez fez xixi na perna de uma tia minha! Mas quem tinha coragem de brigar com ele...

Ainda pequeno notamos que ele tinha uma névoa nos olhos, mas com o tratamento adequado diminuiu, reaparecendo com força total anos mais tarde quando ele foi ficando cego. Era a idade. Assim ele deixou de pular nas camas e sofás da casa. Ele adorava posar para fotos, mas no último Natal que passou com a gente já não enxergava e nem ouvia direito. Por isso, apesar dos inúmeros chamados não olhou para câmera.

Algumas vezes achávamos que ele ficava parado, meio estranho. Corríamos para a clínica veterinária e chegava lá ele estava ótimo. Muitas vezes achamos que era só vontade de dar uma volta, pois ele adorava andar de carro. Nada disso... Há quatro anos atrás descobrimos que ele era cardíaco, passou a tomar a medicação e ficou bem. Mas veio um problema foi maior: os dentes!

Quando ele veio morar com a gente, não tinha essa de escovar dente de cachorro, era só dar um osso. E mesmo que fosse para escovar, acho que ele jamais deixaria. Nunca vi um yorkshire tão valente! Ele enfrentou até um doberman na rua de casa! Assim, com o tempo, seus dentes ficaram cheio de tártaro e começou a perder os dentinhos. Como ficava de boca aberta, uma mosca pousou no local e ele ficou com uma bicheira. Mas foi forte, ficou bom e fez uma limpeza há dois anos atrás.

De dezembro pra cá foi ficando frágil, andando curvinho, com a cabeça baixa, sem controle da urina e perdendo os pêlos e os dentes. Semana passada, ele estava com sangramento na boca, mas essa batalha ele não venceu. Fizemos tudo o que foi possível, mas o coração já estava cansado, batendo fraquinho. E
dia 17, parou de bater.
A saudade é imensa! Gostaria de alertar aos amigos dos animais, que a velhice faz parte da vida deles também, e que deve ser digna. Portanto, nada de abandonar o bichinho quando ele apresenta as primeiras mazelas! Tenham certeza de que a única alegria de seu pet na velhice é ter a companhia e o carinho daqueles que o cercam, exatamente como nós.

Rosana Maneschy

Saúde veterinária


Boxers brancos

Cerca de 25% de todos os Boxers nascem na cor branca (mais de 2/3 do corpo na cor branca, com ou sem manchas de outras cores). Alguns acreditam que a surdez e a cegueira estejam associadas aos genes da cor branca e portanto muitos criadores acabam matando os filhotes que nascem com esta cor. Na verdade não existem dados e pesquisas científicas que comprovem esta teoria e muitas dúvidas sobre os Boxers brancos ainda não podem ser respondidas. Além disso, o Boxer branco é considerado fora dos padrões da raça, mas continua sendo um Boxer, ou seja, um cão de excelente caráter e amável com sua família.

Comportamento 1

Se o seu gato chegar em casa com um passarinho ou um lagartixa na boca, e o colocar orgulhosamente a seus pés, significa que está  contribuindo para o estoque de alimentos da casa. E o melhor que você tem a fazer é aceitá -lo. Se você o repreender, ele pensará  que não foi satisfatório e deverá  caçar novamente, tentando agradar-lhe.

Comportamento 2

Ele persegue gatos: oO cão vê os gatos mais como um divertimento do que como uma possível refeição. Estes animais despertam os instintos predatórios e inatos do cão, pois são pequenos, peludos, rápidos e estão sempre prontos a fugir. O cão consegue distinguir perfeitamente os diferentes gatos, e por isso pode conviver muito bem com o gato da família. É muito comum, por exemplo, que o cão persiga um gato estranho no quintal e depois se deite ao lado do gato da casa.

CÃOdomínio

Atualmente, observamos um fenômeno em nossa sociedade, o crescimento vertical das cidades. E sempre nos deparamos com problemas de animais em apartamentos. Possuir um cão, gato ou qualquer outro animal de estimação é um direito de propridade amparado pela constituíção Federal no seu artigo 5º. Portanto, ter um animal de estimação dentro de casa é um direito sagrado de todo indivíduo detentor de cidadania. Porém, para se viver em coletividade, devemos ter normas de bom senso e para se viver num condomínio, devemos seguir as seguintes regras:

Observar o que prevê a Assembléia de convenção do condomínio.

Sempre que levar o animal para passear, faça-o pelo elevador de serviço e, se possível, no colo.

Não deixe o animal latir após às 22 horas. Respeite o horário de silêncio.
A lei n º 4591 de 10 de dezembro de 1964 dispõe: “cada unidade é autônoma e sujeita às limitações que impõe”. O artigo 19 complementa que “cada condômino tem o direito de usar e usufruir com exclusividade de sua unidade autônoma, segundo suas conveniências e interesses, condicionais às normas de boa vizinhança”.

Se houver ameaça de retirada o animal, procure um advogado para orientá-lo. Cada caso é um caso e deve ser analisado. Só não devemos esquecer que a Constituição nos ampara quanto a possuirmos um animal de estimação, porém, para se ter um animal que não seja um laço de discórdia, mas sim um elo de amizade, respeite as normas de boa vizinhança.

Separação de casais: com quem fica o cão?

Nesses casos, o proprietário legal é aquele em cujo nome está registrado o animal. Caso o cão possua um registro (pedigree) ou microchip de identificação. Do contrário, um acordo deverá ser feito ou a posse do cão ficará à critério de um juiz.

Queda de pêlo?

Se não houver falhas na pelagem, ele pode estar passando por uma troca de pêlo, o que ocorre pelo menos duas vezes ao ano. Caso haja falhas, o veterinário deve ser consultado. Sarnas, micoses, doenças nutricionais, alterações hormonais e outras, podem estar envolvidos. Escovar os cães todos os dias ajudará a troca da pelagem e irá conferir ao animal um pêlo mais saudável e brilhante.

Por que o cão roe paredes ou come terra?  

Pode estar relacionado a deficiências de cálcio e ferro, respectivamente. É comum em filhotes não vermifugados ou que não recebem a quantidade de cálcio suficiente na dieta.

E-mail: politi.bel@orm.com.br

 

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