IAP lança obra bilíngue “Fios de meada/Mots tissés” na Feira do Livro





O lançamento do livro “Fios de Meada: contos amazônicos recontados por Paulo Nunes e Mots tissés: contes de Guyane” será no próximo sábado, 24, às 19 horas, no estande do Instituto de Artes do Pará (IAP) montado na IX Feira Pan-Amazônica do Livro. A obra é uma edição bilíngue em português/francês de 12 contos - seis brasileiros e seis da Guiana Francesa - editado pelo IAP em parceria com o Centre Régional de la Documentation Pédagogique (CRDP) e L’association Promolivres.

Na obra, traduzida para o francês por Rosistela Pereira de Oliveira, o professor Paulo Nunes, da Universidade da Amazônia (Unama), faz uma recontagem das lendas da Iara, da Mandioca, do Boto, da Matinta-perera, da Cobra Grande e das Amazonas, com ilustrações de Emanuel Franco (páginas 20 e 32), Nina Matos (páginas 14 e 28) e Tadeu Lobato (páginas 24 e 36), que também ilustrou a capa do livro.

Os contos da Guiana Francesa são de autoria de Assunta Renau Ferrer, Dominique Louisor, Jean-Luc Maïs e Tawayakale Guillaume Kouyouri, ilustrados por Julien Salaud (páginas 10,18 e 36) e Florence Poirier (páginas 30, 44 e 52). São textos traduzidos para o português por Rosana Taïllamé que falam sobre Kulupi, o fumante de Ulemali; o Encontro com Maskilili, Tigre, o jaguar, e Cocote, o papagaio; Anancy e o rei; Baala Aka, a águia, e Baa titi, a rolinha; e Awidja.

O livro tem a coordenação editorial de Regina Fonseca, com revisão de Linda Ribeiro (português) e Dominique Boisdron (francês). A capa foi produzida pela Casa Brazilis Design contendo foto de ilustração feita por Octávio Cardoso.

Do Pará - O paraense Paulo Nunes estuda atualmente a obra do romancista Dalcídio Jurandir. Em linhas gerais, seu trabalho como escritor deságua em duas fontes: a literária e a didática. Entre os livros de linhagem didática destacam-se “Texto e Pretexto, estudo de autores amazônicos”, trabalho pioneiro voltado aos alunos de Ensino Médio, em parceria com Josebel Akel Fares, Josse Fares e Rey Vinas; e “Pedras de encantaria”, escrito junto com Josse Fares. Como textos literários ressaltam-se “Em Citrial, uma história que parece duas”, com Branco Medeiros, prêmio de literatura infanto-juvenil da Prefeitura de Belém/Semec, de 1986.

Paulo Nunes escreveu também “Banho de Chuva”, ilustrado por Tadeu Lobato, obra que está em sua quarta edição e recebeu o selo Salas de Leitura/Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação (MEC). “O mosquito qu'engoliu o boi”, obra que contém ilustrações de Emanuel Franco, foi selecionada para o salão do livro da juventude de Saint Dennis (França), em 1998.

O autor paraense participou, na década de 90, do projeto o “Escritor na cidade”, da Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, e tem ensaios publicados em diversas revistas nacionais de literatura.

Da Guiana - Guillaume Kouyouri é redator da revista “Oka Mag”, primeira publicação sobre atualidades ameríndias na Guiana Francesa; é membro da associação que organiza o Festival Kali’na Emepoly; milita pela cultura de sua comunidade kali’na e tem poemas editados em “Traversée de la Poésie Guyanaise”, de 2003.

Assunta Renau Ferrer nasceu na cidade de Oiapoque (AP), na margem brasileira do rio do mesmo nome, foi para a Guiana Francesa em 1964, onde estudou para ser professora do Ensino Fundamental. É conselheira pedagógica, especialista em línguas e culturas regionais, poeta e contadora, dirige muitos programas no rádio e na televisão.

A professora Dominique Louisor é organizadora de cursos em bibliotecas e centros de documentação. Trata-se de uma apaixonada por literatura juvenil que milita para que a literatura seja um fator de identidade, seja a porta para o sonho.  Publica regularmente novelas na publicação semanal La Semaine Guyanaise.

Nascido em Maripasoula, de pai e mãe Aluku, Jean-Luc Maïs cresceu em Papaïchton onde sua mãe, seus tios e seu avô lhe contavam contos tradicionais. Desde a escola primária já treinava traduzir o aluku para o francês. Em 2001, obteve o primeiro lugar no Prêmio Défi Jeune, com o projeto de dicionário Aluku Tongo/Français.

A apresentação do livro é feita por Gustave Ho-Fong-Choy, membro da Krakémantò, associação que estuda e promove atividades sobre a oralidade da Guiana Francesa, e coordenador do Krutu Kont, festival de contos. Ele é professor com formação superior em línguas e culturas regionais e há anos produz trabalhos sobre os diversos aspectos do conto, seus personagens animais e sobre as condições de criação do conto guianense.

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