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Por meio de uma denúncia, 2.300 caranguejos foram apreendidos nesta sexta-feira (5), último dia do primeiro período de defeso do caranguejo em fevereiro. Os crustáceos foram apreendidos por técnicos ambientais da Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente), na Feira do Telégrafo, em Belém, onde o proprietário tentava comercializá-los. O responsável alegou que os caranguejos haviam sido adquiridos no último sábado (30), quando ainda não havia sido iniciado o período de defeso. Porém, de acordo com a gerente de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema, Simone Linhares, esses caranguejos provavelmente foram adquiridos depois dessa data, porque não permaneceriam vivos por tanto tempo. 'Sem lama, os crustáceos morrem. Fora do seu habitat natural, eles costumam sobreviver por cerca de três dias', explica. A maioria dos caranguejos, por não estarem em condições ideais para retornarem ao mangue, foram doados ao Centro Comunitário Cipriano Santos, no bairro de Canudos que atende mais de 50 mil pessoas por mês na capital paraense. Segundo o responsável pelo centro, essa doação vai beneficiar no mínimo 400 pessoas de baixa renda da localidade. Próximo defeso – O próximo período de defeso do Caranguejo-Uçá no estado será marcado para os dias 15 a 20 de fevereiro. Em março, a extração será proibida do dia 1º a 06, e de 16 a 21. O último período de defeso do ano será de 31 março a 05 de abril. É importante saber que antes do início de cada período, os extratores podem fazer a captura e devem declarar a quantidade para a Sema ou ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Nos três primeiros dias do Defeso, essa quantia pode ser transportada, vendida e estocada, desde que os responsáveis tenham a declaração de estoque. A partir do quarto dia, nenhuma dessas atividades estará autorizada.
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