Os desembargadores das Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJE) vão julgar, nesta segunda-feira (9), a partir das 8h, o pedido de desaforamento do julgamento do fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, também conhecido como 'Taradão'. O pedido foi requerido pelo juiz José Jonas Lacerda de Souza, da Comarca de Pacajá, no sudeste paraense. Taradão é o único integrante do grupo suspeito de integrar o esquema para eliminar a missionária Dorothy Stang que ainda não foi julgado. O julgamento ocorrerá na sede do TJE, na av. Almirante Barroso.
O pedido de desaforamento é um ato pelo qual é solicitada a transferência do processo de um foro para outro. Da mesma forma como ocorreram os processos do caso, em que os outros quatro suspeitos já foram julgados e condenados, tiveram os processos desaforados da Comarca para Belém. Eles foram distribuídos para a 2ª Vara do Tribunal do Júri. A transferência pode ser requerida por qualquer uma das partes envolvidas no processo ou ainda pelo juiz. Neste caso, a solicitação foi de autoria do magistrado da Comarca de Pacajá, com o intuito de garantir a segurança do julgamento e, inclusive, das testemunhas do caso.
Apesar do crime ter ocorrido no município de Anapú, o processo fica sob jurisdição da Comarca de Pacajá. Taradão ainda não foi julgado e é integrante do grupo suspeito de planejar a morte da missionária Dorothy Stang. A polícia e o Ministério Público não ainda não conseguiram confirmar a sua participação no crime, no inquérito e na instrução processual. Ele aguarda o julgamento em liberdade, de acordo com o benefício expedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Nesta manhã, o pedido de desaforamento será colocado para apreciação dos demais desembargadores, no órgão colegiado de 2º grau, pela relatora do processo, desembargadora Vânia Silveira. Para que o pedido seja aceito, é necessário coro de metade dos votos mais um. Ou seja, devem ser os votos favoráveis de seis desembargadores mais um, já que as Câmaras Criminais Reunidas são compostas, no total, por 12 magistrados. Após o julgamento das Câmaras Criminais Reunidas, deverá ser marcada a data do julgamento do fazendeiro.