O orçamento doméstico sofreu um impacto significativo no início do ano para o paraense. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (8), em janeiro de 2010 a alimentação básica dos paraenses teve novo aumento de preço.
A alta coloca Belém entre entre as 10 capitais mais caras do país, quando o assunto é preço da alimentação básica. Composta de 12 produtos, a cesta básica custou R$ 204,62 com um reajuste de preço de 0,15% em relação ao mês de dezembro. No final do ano passado custava R$ 204,32.
De acordo com o Balanço Nacional da Cesta Básica, das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese ( Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconomicos), sete apresentaram recuo de preços, nas demais houve aumento no valor dos produtos básicos.
Em Belém - mesmo com crescimento no valor total da cesta - a maioria dos produtos que a compõem apresentaram quedas de preços, os principais destaques foram: tomate com redução de 11,01%; seguido do leite com recuo de 5,94%; óleo de cozinha com 4,15%; café com 0,87%; manteiga com 0,72%; arroz com 0,67% e a banana com 0,62%.
Ainda com base na pesquisa, em janeiro deste ano os produtos que apresentaram crescimento de preços foram: feijão com alta de 38,64%; seguido do açúcar com um reajuste de 8,22%; farinha de mandioca com 5,19% e a carne bovina com 2,06%.
Nesse início de ano, o custo da cesta básica para uma família padrão paraense - dois adultos e duas crianças - ficou em R$ 613,86. Para adquirir foram necessários cerca de 1,2 salários mínimos, o que só garante as mínimas necessidades com alimentação. Para comprar os 12 itens básicos da cesta, o trabalhador paraense comprometeu 43,61% do novo salário mínimo, de R$ 510,00, em vigor desde desde 1º de janeiro de 2010. O que em horas de trabalho equivale a 88 horas e 16 minutos, das 220 horas previstas em Lei.