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CONFIRA: Dicas de turismo do Portal ORM
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Os dias que antecedem a grande procissão deixam Belém mais agitada. A cidade ganha um aspecto novo, cheia de turistas e com muitas atrações para apresentar a quem vem passar o Círio. Se nas ruas o movimento é grande, nas cozinhas o corre-corre não é menor. Para quem pode manter o costume de colocar na mesa o tradicional almoço do Círio – que tem tudo a ver com a fartura que a natureza amazônica oferece – dois pratos não podem faltar: maniçoba e pato no tucupi. Prepará-los não é tarefa das mais fáceis e é preciso muita atenção a detalhes aparentemente insignificantes, mas que deixam a comida com um gostinho especial.

Em torno da alegria de reunir familiares e amigos para uma refeição, no segundo domingo de outubro, cresce a tradição do almoço. Enquanto a berlinda não passa,os anfitriões costumam servir salgadinhos, doces e bolos, acompanhados de refrigerantes, sucos ou bebidas alcoólicas. Na hora do almoço, que não tem sido, nos últimos anos, necessariamente, meio-dia, todos aguardam pelo pato no tucupi e pela maniçoba. Para recuperar a maneira como as cozinheiras mais antigas, aquelas do “tempo da vovó”, faziam esses pratos, basta acompanhar os passos da preparação.

Maniçoba

maniçobaQuem nunca viu uma travessa com maniçoba, ou um panelão fervendo, não haverá de ter boa impressão. O aspecto visual não é dos melhores. Mas o sabor... humm!!! É inesquecível. O preparo não chega a ser difícil, mas fazer maniçoba dá muito trabalho. O ideal seria voltar no tempo e cozinhar em panelões de barro sobre fogão a lenha. Como é complicado recorrer a uma época mais romântica na cozinha, se a modernidade oferece comodidades, melhor é esquecer a panela de barro e cair na real.


Anote aí:

  Ingredientes (para 35 pessoas)
 

- 2 paneiros Folhas de mandioca (maniva);
-
2 quilos Toucinho branco;
-
2 quilos Toucinho defumado;
- 2 quilos Pé de porco salgado;
-
2 quilos Orelha de porco salgada;
-
2 quilos Língua de porco salgada;
-
2 quilos Rabo de porco salgado;
- 2 quilos Lombo de porco salgado;
-
2 quilos Costela de porco salgada;
-
1 1/5 quilo Paio;
-
1 1/5 quilo Chouriço;
-
1 1/5 quilo Linguiça de porco;
-
4 quilos Bucho de boi;
-
4 quilos Charque.

Modo de fazer:

 

- Pique as folhas de mandioca (maniva) sem os talos e moa muito bem em uma máquina de moer carne, até dar 6 quilos.

- Num panelão com bastante água, leve a maniva moída ao fogo brando e deixe ferver durante 72 horas. Mexa de vez em quando, dando pelo menos três boas mexidas por período, manhã, tarde, e noite. Isto é feito para que as folhas não grudem na panela. Coloque sempre água, pois a massa não pode ficar seca. Quando for dormir, complete a água de novo deixando o fogo o mais baixo possível.

- Passadas as 72 horas, acrescente o toucinho branco (sem cortar) e o toucinho defumado (também inteiro). Deixe ferver por mais 24 horas, em fogo brando, sempre acrescentando água e dando no mínimo três boas mexidas por período.

- Com a maniva continuando a ferver na tarde do quarto dia, ponha, a parte, as carnes salgadas e o charque de molho para tirar o excesso de sal. Ficam de fora apenas o paio, chouriço, a linguiça e o bucho de boi.

- No quinto dia, corte o bucho de boi em pedaços do tamanho que será servido e escalde bem para retirar todo o cheiro. Corte também, na mesma proporção, as carnes salgadas, lave bem e afervente. Junte tudo e ponha no panelão para ferver com a maniva por mais 48 horas, desligando o fogo quando for dormir.

- No sexto dia corte o Paio, o Chouriço e a Linguiça em rodelas e coloque para ferver.

- No sétimo dia a maniçoba já está pronta e fica como se fosse uma feijoada. A cor da maniva, que no início do cozimento é verde bem vivo, vai se transformando até ficar um verde muito escuro quase preto.

Como servir:

 

- Sirva com arroz branco, farinha d'água de mandioca e pimenta de cheiro. O pato no tucupi tem lugar especial no almoço paraense do dia do Círio.



Pato no Tucupi

Pato no tucupiOutro prato que desperta fortes emoções é o pato no tucupi. Prepará-lo com requinte e acerto exige prática e cuidados especiais. Talvez mais especiais que os empregados para cozinhar a maniçoba. Primeiro passo é esquecer o chester, o peru e o frango, indignos substitutos do pato-cada-vez-mais-caro.

 

 

Anote aí:

 

- 1 Pato grande;
- 4 Maços de jambú ( leguminosa nativa da Amazônia );
- 3 litros de tucupi ( suco de mandioca );
- 1 Maço de alfavaca;
- 1 Maço de chicória;
- 2 Dentes de alho;
- Pimenta de cheiro;
- Limão e sal.


Modo de fazer:

 

- Depois do pato morto, lavá-lo bem com limão e colocar em vinhad'alho por 03 horas.

Passado esse tempo neste tempero, colocar para assar em forno quente ( tomar cuidado para que não fique muito assado ). Quando o pato estiver frio cortá-lo em pedaços.

O tucupi já deve estar fervendo temperado com o sal ( à gosto ), a chicória, a alfavaca, 2 dentes de alho, e duas pimentas. Colocar os pedaços de pato para ferver dentro do tucupi, até ficarem moles para serem comidos.

O jambú depois de limpo e lavado é previamente escaldado, e só é colocado com o pato na hora de ser servido, para que o tucupi mantenha sempre a sua coloração.

Modo de servir:

 

- Deve-se servir o pato no tucupi de preferência em terrina, pois, é uma comida de caldo, e comê-lo em prato fundo coa a farinha d'agua do Pará e molho de pimenta. Também é comido com arroz branco escorrido.

- Molho de pimenta: Amassar as pimentas com alho e sal e colocar tucupi.

   
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