Confira
as principais atrações do Fest Rock:
Skank
- O Skank nasceu em 1991, em Belo Horizonte, a mesma cidade brasileira
que deu ao mundo Milton Nascimento e Sepultura. Ao centro da harmonia
de um e a energia de outro, o grupo começou movido pelo interesse
em transportar o clima do dancehall jamaicano para a tradição
pop brasileira. Lançou seu primeiro álbum de forma
independente - mas o sucesso underground despertou o interesse da
poderosa Sony Music que, com a banda, inaugurou no Brasil o selo
Chaos. Seu segundo disco, de 1994, foi o trampolim para o estrelato:
mais de 1 milhão de cópias de “Calango”
e top-hits como "Jackie Tequila" e "Te Ver".
O álbum abriu as portas para uma nova geração
de bandas brasileiras atentas às novidades do rock mundial
e curiosa com as raízes da tradição local.
Site Oficial: www.skank.com.br
Los
Hermanos - A radical mudança de sonoridade que ocorreu
de "Los Hermanos" para "Bloco do Eu Sozinho"
não significou apenas uma opção estética,
significou também um novo rumo para nossa carreira; aos poucos
tudo que havia sido conquistado com o primeiro disco se mostrou
insuficiente para abarcar a nova realidade musical da banda.
Site Oficial: www.loshermanos.com.br
O
Rappa - O esboço da banda surgiu quando Nelson Meirelles
(1º baixista) se viu acompanhando o cantor Papa Winnie, em
uma série de shows no Brasil, ao lado de Marcelo Lobato,
Alexandre Meneses e Marcelo Yuca, uma banda formada às pressas
apenas para acompanhar os jamaicanos. Currículo não
faltava aos integrantes. Nelson foi produtor do Cidade Negra e de
programas de rádios alternativas do Rio; Lobato tinha feito
parte da ótima banda "África Gumbe"; Alexandre
tocou com grupos africanos na noite de Paris; e Yuca fez parte do
grupo de reggae da Baixada Fluminense, KMD-5. Animados com o resultado
das apresentações, os quatro resolveram continuar
juntos. Faltava, contudo, uma voz. Um anúncio colocado no
"Rio Fanzine" (de O Globo) resolveu o problema. Último
de uma extensa lista de candidatos, Marcelo Falcão ganhou
a vaga com nota 10 em técnica e emoção. Nascia,
então: O Rappa. Site oficial: www.orappa.com.br
Paralamas
do Sucesso - Três rapazes de classe média
que tinham em comum o amor pelo rock e pelo reggae/ska – Herbert
Vianna, Bi Ribeiro e João Barone – formaram Os Paralamas
do Sucesso no início dos anos 80 inspirados pela sonoridade
de grupos como The Police, The Beat e The Specials, que reciclavam
os ritmos criados na Jamaica. Impulsionados pelo talento e pelo
interesse no nascente fenômeno do Rock Brasil, logo gravaram
o primeiro LP “Cinema Mudo” (83) e estouraram com músicas
como “Vital e Sua Moto” e “Patrulha Noturna”.
Site Oficial: www.uol.com.br/osparalamas
Pitty
- Nascida em Salvador em outubro de 1977, Pitty seguiu o caminho
contrário da maioria dos músicos baianos. Filha de
músico, desde a adolescência, em Porto Seguro, andava
com pessoas ligadas ao Punk Rock e Metal. Suas referências
musicais sempre foram Raul Seixas, Mike Patton e as cantoras Nina
Simone, Etta James e Elis Regina. Em 1996 fundou a banda de hardcore
“Inkoma”, da qual foi vocalista durante seis anos e
chegou a lançar alguns álbuns. Com o fim do grupo,
Pitty foi convidada pelo produtor Rafael Ramos (ex-apresentador
do Quizz MTV) para gravar um CD solo. Em 2003, a cantora lançou
seu primeiro trabalho “Admirável Chip Novo”,
que já vendeu mais de 40 mil cópias. As canções
“Máscara”, “Admirável Chip Novo”
e “Teto de Vidro” entraram nas paradas de sucesso. Site
oficial: www.pitty.com.br
Capital
Inicial - Banda de rock formada em Brasília em 1982
por Loro Jones, Flávio Lemos, Felipe Lemos e Bozzo Barretti,
adotou um estilo que mistura rock, punk, pop e toques de new wave.
O vocalista Dinho entrou em 1983, e o primeiro compacto foi lançado
em 1984. No ano seguinte o grupo radicou-se em São Paulo,
onde gravou mais um compacto e em seguida o primeiro LP, "Capital
Inicial", de 1986, que ganhou Disco de Ouro. Alguns dos maiores
sucessos da banda, como "Música Urbana" e "Fátima",
compostas em parceria com Renato Russo, são desse primeiro
disco. Nos três anos seguintes o Capital Inicial lançou
um disco por ano. Em 1990 participou do Hollywood Rock e no ano
seguinte, do Rock In Rio II. Em 1998, depois de algumas mudanças
na formação, o quarteto original voltou a se reunir.
Site oficial: www.uol.com.br/capitalinicial
CPM
22 - Formado em 1995, hoje o CPM 22 é uma banda
de punk rock-hardcore com uma certa credibilidade no país.
Seguindo uma vertente mais melodiosa do punk, conhecida como emocore,
Badaui (voz), Wally (guitarra), Luscius (guitarra), Portoga (baixo)
e Japinha (bateria) já abriram shows de bandas internacionais
como Lagwagon, No Fun At All e Down by Law. Com o clipe de "Anteontem"
já estourado na MTV, o CPM 22 é promessa de renovação
no cenário rock nacional com a vantagem de suas letras serem
escritas em português. Seguindo os passos de veteranos como
Charlie Brown Jr., os rapazes do CPM, que já possuem um invejável
currículo, continuam pavimentando seu caminho e colhendo
seus frutos com muito suor, barulho e melodia. Site Oficial: www.cpm22.com.br
Tribo
de Jah - A história da banda Tribo de Jah inicio-se
na Escola de Cegos do Maranhão onde se conheceram os quatro
músicos cegos e um quinto músico com visão
parcial, lugar em que viviam em regime de internato, começaram
a desenvolver o gosto pela música improvisando instrumentos
e descobrindo timbres e acordes. Posteriormente passaram a realizar
shows nos bailes populares da capital (São Luiz) e outras
cidades do interior do estado fazendo covers de seresta, reggae
e lambada.
Foi neste momento que surgiu o radialista Fauzi Beydoun, nascido
em São Paulo, filho de italianos com libaneses, que já
havia morado quatro anos na Costa do Marfim (África), grande
aficionado pela cultura reggae a qual era efervescente em São
Luis nos anos 80, e que se tornou um fenômeno quase inexplicável
nas terras brasileiras do Maranhão.
Site Oficial: www.tribodejah.com.br
Cidade
Negra - Um dos maiores nomes do Reggae brasileiro, a banda
Cidade Negra surgiu ainda nos anos 80, sob a alcunha de Lumiar.
Após alguns shows e a mudança de nome, conseguem assinar
o primeiro contrato e estrear no mercado fonográfico em 1991,
com o álbum "Lute Para Viver". O 'hit' "Falar
a Verdade" deixou-os bastante conhecidos e garantiu a gravação
do segundo trabalho "Negro no Poder”. Logo em seguida,
Toni Garrido entra no lugar do vocalista Ras Bernardo, trazendo
apenas benefícios ao som do grupo. "Sobre Todas As Coisas",
de 1994, fez com que o Cidade Negra se tornasse uma das bandas mais
tocadas nas rádios, graças aos sucessos "Onde
você Mora?"e "Sombra da Maldade".
Site oficial: www.cidadenegra.com.br
Biquini
Cavadão - Em 1983, Bruno, Álvaro e Miguel,
colegas de terceiro ano do Colégio São Vicente de
Paulo, decidiram tocar, junto com mais alguns amigos, num sarau,
uma espécie de festival de música. Com o sucesso de
sua apresentação, eles decidiram fazer daquela ousadia
um habito. Após muitas formações receberam
do amigo Herbert Vianna a sugestão do nome "Biquini
Cavadão". Bruno passou apenas a cantar, Miguel assumiu
totalmente o teclado e Alvaro foi novamente chamado para o grupo,
desta vez tocando bateria, ao invés de violão. Faltava
um guitarrista: Carlos Coelho apareceu logo após o segundo
show profissional realizado pela banda. A sua integração
se deu rapidamente colaborando nas composições e gravando
todos os programas de TV. Era como se ele apenas tivesse faltado
no dia de tirar fotos para a capa do compacto... Site Oficial: www.biquinicavadao.com.br
Álibi
de Orfeu - Impossível não emprestar o nome
do deus grego da música para o Álibi de Orfeu. São
diversas as formações musicais entre seus integrantes
que vai do erudito ao rock pesado, agindo de maneira imediata, caótica,
interativa, tecnológica, no ato de criar, compor e arranjar
as músicas. Então, como deixar de lado todas as possibilidades
que o rock e a música permitem utilizar “ao mesmo tempo
agora”. A história do ÁLIBI DE ORFEU se confunde
com a do rock paraense e nacional. E apostando no caos sonoro do
grupo, Edgard Scandurra do grupo IRA! produziu e participou da primeira
obra homônima da banda em 1992 e está produzindo o
novo CD que vem repleto de material inédito e experimentos
que será lançado ainda durante o ano de 2005. O Álibi
de Orfeu nos anos 90, além de ter tocado em diversos eventos
no Pará, como a primeira edição do Fest Rock,
e Amapá, participou de vários programas na mídia
nacional, divulgando a música paraense e o movimento de rock
no Pará, tais como: Programa Livre de Serginho Goissman no
SBT, Almanaque de Cezar Filho (extinta TV Manchete), Mulheres na
TV Gazeta, Paulo Silvino Show na TV Record. Além disso, tocou
ao lado de Cássia Eller nas comemorações do
10 Anos do Circo Voador no Rio de Janeiro, ouvindo em uníssono
o público cantando o refrão da música “Jogados”
que a época fazia parte da programação da Fluminense
FM. Atualmente, da primeira formação ficou apenas
o baterista, percussionista e compositor RUI PAIVA. Ele aposta nessa
renovação de integrantes como forma de dar continuidade
ao trabalho do grupo baseado no rock com influências da música
negra, hoje, a base da música pop mundial. Os outros integrantes
que apostam e interferem no som renovado da banda são SIDNEY
KC, contrabaixista, backvocal e compositor; Sérgio Barbosa,
guitarrista, backvocal e compositor; Gláfira Lobo, vocalista
e compositora. Como pode se notar, a formação instrumental
“power trio” para sustentar o som pesado do Álibi
de Orfeu foi a escolha do grupo nessa nova fase. Participando de
grandes eventos tocando ao lado de grupos como Paralamas do Sucesso,
Pitty, Engenheiros do Havaí, Capital Inicial, Cidade Negra
e MQN, o AO vem conquistando cada vez mais fãs de seu trabalho,
fazendo com que o CD PROMO intitulado “Quem disse que a vida
era fácil” pelo selo Na Records tivesse várias
tiragens esgotadas.
Além das últimas apresentações no Pará
e participações em diversos programas de rádio
e TV como “Balanço do Rock”, “Cultura In
Concert” e “Cultura Pai d'égua”, a banda
participou da Bienal da UNE em São Paulo de 2005 e já
está garantida sua participação no maior evento
de rock do norte do país – FEST ROCK, que acontecerá
no início de julho.
Mosaico
de Ravena - A banda Mosaico de Ravena foi consagrada na
década de 80 como a melhor banda de rock de Belém.
Dentre tantos sucessos, impossível não lembrar de
‘Belém Pará Brasil’, uma das músicas
mais regravadas por artistas paraenses e que não sai da cabeça
do público, “Quem quiser venha ver, mas só um
de cada vez. Não queremos nossos jacarés tropeçando
em vocês...”, além disso a banda participou da
primeira edição do Fest Rock Pará, em 91, o
que gerou o convite pela organização do festival para
que a banda participasse do evento. O Mosaico se reuniu após
10 anos de seu desmembramento para tocar no aniversário de
Belém num charmoso passeio de barco pela Baía do Guajará
de onde foi transmitido o Conexão Cultura Especial e para
comemorar 20 anos da música Belém Pará Brasil,
num super show aberto ao público no Memorial dos Povos. De
lá pra cá não parou mais de tocar. Segundo
Edmar Rocha, vocalista da Banda, o Mosaico de Ravena é bem
mais do que Belém-Pará-Brasil. “Quem conhece
nosso trabalho pode notar que nós temos um repertório
bastante variado”, garantiu o Músico, lembrando que
os temas das canções também são múltiplos.
“É isso que nós costumamos mostrar: um lado
do grupo que pouca gente conhece” completou. Numa conversa
com o Portal Cultura, Edmar se demonstrou bastante animado com a
nova etapa que o grupo começa a traçar, e deixou claro
que a participação do público tem animado bastante
o grupo que, segundo ele, voltou pra ficar.
Marco
André - Com 25 anos de carreira e uma bagagem que
inclui música em abertura de novela das oito e participações
em importantes festivais, o cantor e compositor paraense Marco André
desenvolveu seu mais ambicioso projeto: casou Loops e grooves com
carimbós, lundus e merengues. Mostrou que o folclore brasileiro
pode ser atualizado, revisto e revisitado.
Nos anos 60 a Tropicália abriu as portas. A partir de então
foi permitido misturar, experimentar, acertar e errar. Nos anos
90 a música eletrônica facilitou os caminhos: todos
os casamentos musicas são válidos. Experiências
bem sucedidas e as mal também têm espaço, podem
ser aproveitadas, estudadas, ouvidas, dançadas. Basta coragem,
ousadia e domínio da tecnologia.
Mas poucos se aventuram na arte de criar. Marco André fez,
e se deu bem. Sua mistura homogênea junta, pela primeira vez,
ritmos do norte do Brasil como o boi, o carimbó, o merengue
criados a partir de bases eletrônicas. O boi pode ser pop
em Amazônia groove, projeto lançado de forma independente
e que já chamou atenção de europeus e americanos
antenados na world music. Marco André agora parte para os
grandes centros urbanos de seu país para mostrar o seu som
paraense e universal. Amazônia groove, o show, tem apresentações
marcadas no Rio (Ballroom, dia 15/09) e São Paulo (Blen Blen,
dia 21/09).
Para os shows convocou uma banda formada por Adelbert Carneiro (baixo),
Edgar Matos (teclados), Esdras Souza (sopros). E conta com a participação
do Trio Manari , especialista em ritmos amazônicos, composto
por Nazaco Gomes, Márcio Jardim e Kleber Benigno, que em
novembro próximo representará o Brasil em Nashville,
EUA, num dos maiores festivais de percussão do mundo. A viagem
até a Amazônia pop de Marco André é inédita
e inesquecível. Para chegar de ouvidos e mente aberta e entender
que folclore é muito mais do que se fala nos livros, e que
o norte também produz pop criativo. Totalmente novo.
Em uma noite onde a música, em seus mais variados estilos
e formas, foi o centro das atenções no Theatro Municipal
do Rio de Janeiro, um paraense fez bonito. Marco André levou
o prêmio de Melhor Cantor 2005 na categoria Regional, deixando
dois representantes do Nordeste para trás. Site Oficial:
www.marcoandre.art.br |