Paz, liberdade e ousadia. O lema da segunda edição do Fest Rock foi seguido à risca durante o agito. No domingo, que já começou com gostinho de quero mais, não foi diferente. Redatores e fotógrafos do Portal ORM que circularam na Arena sentiram de perto que o público era maior. Mais de 20 mil pessoas, segundo a organização do evento. Sexta e sábado tiveram, cada um, em torno de 15 mil. O calor e o vai e vem de sorrisos mostravam que o Festival tinha cumprido seu papel.
Portal - Falando em Portal ORM, a cobertura, durante os três dias de agito, reuniu mais de 80 notícias, quase 1500 fotos, 15 horas de transmissão ao vivo e cerca de 30 horas de trabalho. Uma mini redação foi montada num dos camarins da Arena, pra levar ao internauta os detalhes da festa.
Palco Fest Rock - A terceira noite no palco principal começou com Biquini cavadão. Depois de tanto tempo sem vir a Belém, eles começaram a apresentação se redimindo com os fãs paraenses que há muito tempo não viam a banda. "É um show para matar a sede de 11 anos que a gente não toca aqui", disse o vocalista, Bruno Gouveia. Durante o show, muita irreverência. Bruno se jogou pra galera levando o público ao delírio. E não foi só! Um fã teve seus 5 minutos de fama, foi chamado ao palco e cantou com a banda. "Muita presença de palco. Foi o melhor show de todos os tempos", gritava Alessandro Santos quando o Biquini deixou o palco.
Depois, veio o Rappa. Eles levaram a galera Fest Rock ao delírio. Emendando sucessos como "Lado B Lado A", "Silêncio que precede o esporro", "Me Deixa" e "Hey Joe", a banda carioca incendiou o último dia do festival. "Tá muito legal!", gritava o estudante Igor Miranda, que foi à Arena só pra ver a banda. Fazendo jus ao perfil engajado da banda, o vocalista Marcelo Falcão puxou um cover de "Diário de um Detento", dos rappers do Racionais MC's. Mas o momento mais empolgante foi coro do público paraense para "A Minha Alma (A Paz que eu Não Quero). "Me abrace e me dê um beijo, faça um filho comigo...", gritavam os fãs.
A terceira banda entrou pra não deixar ninguém parado. O Capital Inicial fez um show pra todo mundo cantar junto. Dinho Ouro Preto comandou o agito em mais de uma hora de show. O Capital participou dos maiores festivais de música já realizados no Brasil. Eventos como o Rock In Rio II e o Hollywood Rock, contaram com a participação da banda. No começo de 2000, gravaram o Acústico MTV, e o que parecia ser apenas uma volta para um projeto de canções acústicas, foi realmente o retorno de uma importante banda brasileira ao cenário musical. Em coletiva de imprensa, eles falaram sobre o novo CD baseado nas músicas do Aborto Elétrico, só que num perfil bem mais pesado. "Vamos fazer o mais punk que nós conseguirmos", garantiu o baterista Fê Lemoso. Segundo Dinho, as letras desse novo material trazem muita raiva e mostram o espírito desbravador de Renato Russo.
E as performances no palco principal não poderiam ter encerrado com uma atração melhor. Com perdão do clichê, foi o famoso "fechamento com chave de ouro". Aliás, alguns fãs ousavam dizer que chave foi de diamante. Afinal, Los Hermanos eram das bandas mais esperadas. Entoando os sucessos para ouvir, pensar e cantar junto dos CDs "Bloco do Eu Sozinho" e "Ventura", eles levaram o público ao delírio.
BR Mania - No palco 100% paraense, a noite começou com Step 2. Formada desde 2003, a banda é composta por mateus Freire Linhares, Lucas Braga, Carlos Henrique e Fábio Augusto. No repertório, muito punk rock e hardcore. Depois, foi a vez do Kaymakan. Formada em 2004 por Diogo Lavareda, Jabá, Rômulo Melo, Rafael Barros, Cacau e Bruno Habib, a banda arrasou no carimbó, pop rock e reggae. Teve, ainda, Stigma. Formada em 2000, por Izabela Alves, Ivan Jangoux, Wawa Torres, Fabrício Barboza e Emanuel do Júnior, a banda apresentou um estilo indie rock com fortes influências de bandas britânicas e americanas, cantando em inglês. Eles mostraram, também, músicas mais antigas, misturando,estilos como grunge, punk, emo e alternativo.
A penúltima banda a se apresentar foi Santo Graal, que ficou em primeiro lugar na votação das bandas paraenses escolhidas para tocar no Fest Rock. Toda a popularidade se deve ao sucesso das músicas autorais "Sunshine", "Foi Assim", "Guerrilhas" e "Nossa Vez", entre outras. E pra encerrar a noite, teve Plankton. Formada desde 1998, ela apresentou ao público as músicas do primeiro cd autoral chamado "Earth in Flames". O Plankton é formado por Maíra Maris (vocais), Rogério Byron (guitarra), Guibson Landim (baixo) e Beto Brasil (bateria).
Música eletrônica - Na tenda Motomix, não faltou agitação, também. Rolou o house do Dj Fábio Miranda, electro techno do Dj Benjamin Ferreira, que segundo o público foi uma das melhores performances da noite. "É um orgulho ter um Dj paraense tão bom", disse o estudante Dênis Azevedo. A tenda encerrou com David carreta, além do drum and bass do Dj Andy.
Saudade - No final das contas, a matemática do Fest Rock teve um resultado perfeito. Somou organização, som de qualidade, belas atrações, animação, gente descolada e azaração. É claro que depois de viver três dias inesquecíveis, ficam as saudades. Como dizem que o tempo passa rápido, resta torcer pra chegar o ano que vem... e esperar, já com entusiasmo, pela terceira edição do maior festival de rock do Norte do país.