Cárceres incapazes de ressocializar os presos e políticas de segurança pública baseadas apenas na prisão como punição. Não é só no Pará que o sistema penitenciário virou local de desrespeito da condição humana. Há, no mundo, 10 milhões de pessoas vivendo em carceragens, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Um quarto delas, ainda na condição de presos provisórios, aguardam julgamento, não raramente, em condições subumanas.
Representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) fazem até amanhã, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, a revisão das regras mínimas da ONU para tratamento dos presos.
A Assembleia Geral do Comitê Permanente da América Latina para a Revisão e Atualização das Regras Mínimas da ONU antecede o 12º Congresso das Nações Unidas para a Prevenção da Delinquência, que acontecerá em Salvador, no próximo ano, com as presenças de representantes dos 192 países vinculados à ONU. O evento em Belém acontece paralelamente ao 71º Curso Internacional de Criminologia, promovido pela Sociedade Internacional de Criminologia, órgão vinculado ao Ministério da Justiça da França.
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