Belém 01 de Novembro de 2009
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Conquista da meia-passagem vira livro
 
 
 

A história da meia-passagem estudantil fascina quem a ouve. A conquista do direito, conhecido hoje como 'Passe-Fácil', foi o resultado de uma guerra árdua. O conflito durou cinco décadas. Uma geração inteira ficou marcada pelas batalhas que enfrentaram. Eles eram jovens, estudantes e aparentemente impotentes frente aos adversários que tinham pela frente, mas não se acovardaram e fizeram história. Contudo, uma história pouco difundida entre os 446.809 estudantes que atualmente possuem o passe-fácil, na Região Metropolitana de Belém. Jovens como Fabiana de Amorim, que se orgulha ao mostrar a carteira de estudante, mas não faz idéia de como adquiriu o direito de pagar apenas metade do valor cobrado nos ônibus.

'Eu nunca parei para pensar em como surgiu a meia-passagem. Para mim é uma coisa natural. Acho que foi algo criado pelo governo para identificar os estudantes nos ônibus e deixar que pagassem apenas metade do que é cobrado', supõe Fabiana. A inocência de Fabiana é justificável por dois fatos importantes: sua data de nascimento e a carência de registros concisos sobre o tema. Quando Fabiana nasceu, em março de 1991, a luta já estava prestes a terminar. Apenas cinco meses depois do nascimento de Fabiana a meia-passagem estudantil passou de sonho à realidade.

Entre as décadas de 1980 e 1990 quando a batalha entre estudantes, políticos e empresários ficou mais acirrada Hildete Costa esteve entre os que arregaçaram as mangas e foram às ruas exigir pelo direito. 'Eu trabalhava na secretaria do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Pará (UFPA), eu vivi esse momento. Acompanhei passo a passo essa trajetória e hoje, como historiadora e ex-militante do movimento estudantil, sinto-me na obrigação de não deixar essa história cair no esquecimento', explica.

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