Belém 15 de Julho de 2012
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Delegado alerta para risco de extorsão
 
 
 

FLANELINHAS

Ele adverte que leis de regulamentação não forçam cidadão a remunerar trabalho

O delegado Pery Nunes Netto, da seccional da Pedreira, diz que o fato da profissão de flanelinha ser regulamentada por leis federal e municipal não obriga ninguém a remunerá-los. A exigência dessa remuneração e qualquer forma de coação são consideradas extorsão. E para uma simples abordagem é preciso estar identificado de acordo com algum padrão estabelecido. Na capital, o padrão da ALRCB e pela ATGVEPB-PA é um colete laranja e o crachá da associação. O próprio delegado conta que já teve dificuldades com a categoria. Ele disse que tem conhecimento de que 1,1 mil são reconhecidos pela associação, mas a quantidade de irregulares é muito maior.

"Quando era advogado e trabalhava no Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJE-PA), atrás da Prefeitura de Belém, tinha muitas reclamações e ocorrências de furtos, riscos e ameaças. É um incômodo, mas até ajudam às vezes, tanto os condutores quanto a polícia. Acho que são um mal necessário. Mas é aquele negócio, estão tentando trabalhar e em qualquer profissão há os bons e os maus", avaliou.

Um administrador de 39 anos, que não quis se identificar, relata que já foi ameaçado e discutiu com vários flanelinhas, pois sempre se recusa a pagar. Ele não perde tempo e se encaminha para a delegacia ou seccional de polícia mais próxima para registrar ocorrências. "Acho que a última aconteceu há uns dois anos. Era de noite, perto da área do Pão de Santo Antônio, no Guamá. Estacionei perto para ir a uma missa na capela. Um ‘cara’ disse que era o flanelinha, mas sem identificação nenhuma, e que ia reparar o carro. Eu logo disse que não precisava, pois tinha uma viatura da PM perto. Quando saí, a viatura ainda estava por lá e ele me cobrou. Recusei, como sempre, e ele me ameaçou, dizendo que nem sempre a viatura estaria lá para me proteger e que eu deveria me cuidar. Não liguei e fui logo na seccional do Guamá denunciar. Acho que já denunciei uns 10 por ameaças, riscos no carro e até tapas dados no veículo. Claro, nem todos reagem mal e até se despedem numa boa", contou.

 

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