Belém 20 de Julho de 2012
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Monte Alegre está sem aeroporto há dois anos
 
 
 

Interditado

Acesso ao município só é possível de balsa ou em barcos de pequeno porte

Santarém

Agência Amazônia

O aeroporto municipal de Monte Alegre, no Baixo Amazonas, está fora de funcionamento há dois anos. Em 2010, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) interditou as atividades do aeródromo, construído em 2001 entre os bairros de Cidade Nova e Planalto, devido à falta de segurança para o pouso de aeronaves. A interdição causou danos ao município, já que esta era uma das formas de acesso à cidade, que fica a cerca de 1.560 km de distância de Belém.

Apenas voos de emergência têm autorização para pousar no aeródromo, e com escolta da Polícia Militar, para evitar principalmente acidentes com animais domésticos e de pecuária, que transitam livremente e usam a vegetação nas margens do aeroporto como pastagem.

Hoje, para chegar a Monte Alegre há apenas duas opções: travessia de balsa, com saída de Santarém e chegada na comunidade de Santana do Tapará, de onde segue o restante do percurso por terra através da PA-255. Ou por embarcações de pequeno porte, que levam em média até 6 horas de viagem, saindo de Santarém.

A reforma do aeródromo está sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Transportes (Setrans), mas, além dos problemas com a cerca de proteção, o município também enfrenta outra grave situação: a falta de uma melhor estrutura física do prédio do aeródromo. De acordo com o secretário de obras do município, Francisco Lima, o projeto inclui apenas a cerca porque compromete a segurança da aterrissagem das aeronaves, "sabemos que a estação de passageiros está com a estrutura comprometida e vamos levar isso ao secretário para que seja inserida a manutenção, restauração do prédio", disse.

O secretário afirma que 70% da construção da cerca de proteção está em fase de conclusão, mas as constantes paralisações comprometem o retorno do funcionamento do aeródromo. Ele explica que a interdição trouxe inúmeros problemas para Monte Alegre. "Temos problemas graves relacionados ao transporte de doentes que precisavam de tratamento fora até a parte econômica. Tivemos problemas também com bancos que precisaram fazer a manutenção dos recursos financeiros", enfatizou. Franciso Lima disse que aguarda a visita de órgãos responsáveis pela aviação civil para que sejam reavaliadas as condições de segurança da pista e autorizado o pleno funcionamento.

 

 
   
 
   
   
     
 
 
 
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