Belém 29 de Julho de 2012
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Porto mantém embarque de passageiros
 
 
 

BRILHANTE

Proprietária diz que suspensão só trará prejuízos às pessoas que viajam de barco

Pelos laudos do CBM, fotos do MPE-PA e constatação pela reportagem, no posto Brilhante a bomba de combustível fica bem na área de acesso dos passageiros, sobre o trapiche. As tábuas da ponte apresentam desgaste e riscos de tropeços. Não há estrutura adequada para abrigo dos passageiros, enquanto aguardam o abastecimento. O único acesso à ponte passa bem perto dos depósitos de combustível e gás. Há cabos de energia no piso do trapiche e faltam extintores de incêndio. Os mesmos problemas foram vistos no posto Chada. Ambos ficam na Cidade Velha, em Belém.

Uma representante da família Brilhante, que administra o posto há mais de 52 anos, se identificou como uma das proprietárias, mas não disse o nome. Ela afirmou que espera a audiência de 4 de agosto para saber, oficialmente, o que deverá ser feito. Até lá, os passageiros continuam embarcando em meio à carga e descarga e ao abastecimento das embarcações. Nenhuma medida foi tomada para melhorar a segurança. "Tínhamos notado os problemas, precisávamos fazer as mudanças recomendadas pelos bombeiros. Para nós, se o embarque de passageiros acabar, não fará diferença. O problema será para os passageiros e os barqueiros que pegam esses passageiros aqui", diz ela.

O proprietário do posto Chada, Antônio Barbosa, garantiu que toma as providências necessárias para adequar o posto às determinações do CBM e do MPE-PA. O embarque de passageiros está suspenso, o que ele disse não ter causado muito impacto porque esse não era o foco do negócio que existe há mais de 50 anos. "Só acho que há coisas mais importantes para se preocupar. Mas vamos cumprir tudo. Porém, os passageiros é que serão penalizados pela ausência de um porto estadual. O Estado é que deveria fazer esses portos ou então viabilizar para que fizéssemos isso. Há outros portos de empresas que são ineficientes e têm os mesmos problemas que aqui e todos os portos ribeirinhos praticamente fazem o mesmo. Mas depois as coisas devem melhorar", afirmou.

 

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