Belém 29 de Julho de 2012
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Deputada pede afastamento de delegado
 
 
 

ULIANÓPOLIS

Joazil Serrão está sendo acusado de cobrar propina de madeireiros

Evandro Corrêa

Sucursal do Sul e Sudeste do Pará

A Adeputada Bernadete Ten Caten informou esta semana que pedirá à Secretaria de Segurança Pública do Pará o afastamento do delegado de Ulianópolis, Joazil Machado Serrão, acusado de várias práticas ilícitas, entre elas facilitação de fuga de presos e extorsão contra madeireiros da região. Mesmo diante das denúncias, o delegado prossegue como titular da delegacia de Ulianópolis, segundo informações extra-oficiais a partir do pedido de um fazendeiro. "A sociedade não aceita mais este tipo de conduta. Não podemos permitir apadrinhamento diante de denúncias tão graves", disse a deputada Bernadete, ao informar que fará um pronunciamento oficial sobre o assunto na tribuna da Assembleia Legislativa do Pará.

A Corregedoria da Polícia Civil abriu, por sua vez, procedimento para apurar as denúncias contra o delegado Joazil Serrão. A O LIBERAL, o secretário de Segurança Pública, Luís Fernandes, garantiu que todas as denúncias serão rigorosamente apuradas. "O delegado não foi afastado do cargo porque é necessário todo um procedimento. Temos que observar e respeitar a lei", disse Fernandes. Quanto ao fato do delegado residir em uma casa pertencente ao fazendeiro Davi Resende, o secretário ressaltou que a Polícia vai apurar as razões que levaram o delegado a ocupar a residência. "Precisamos saber se a casa está alugada ou se foi cedida ao policial. Se foi cedida, do ponto de vista ético não está correto", pontuou Luís Fernandes.

O delegado Joazil Serrão está à frente da delegacia do município há mais de cinco anos e é acusado de várias práticas ilícitas, entre elas receber propina de madeireiros, cobrar taxa para a liberação de presos e também extorquir comerciantes e empresários da cidade. Pesam ainda contra Joazil denúncias de que não deu seguimento a inquéritos policiais sobre homicídios ocorridos na cidade. No último caso grave, nos qual dois homens foram queimados ainda vivos, o inquérito foi repassado à Delegacia de Paragominas, uma vez que a Superintendência de Polícia Civil da região temia que o delegado manipulasse as investigações e arquivasse o caso.

 

 

 
   
 
   
   
     
 
 
 
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