No final da manhã de ontem, foi assinado em Santarém o contrato de ampliação das Unidades de Terapia Intensivas (UTIs) do Hospital Regional do Baixo Amazonas. Segundo o vice-governador do Estado, Helenilson Pontes, a ampliação custará aos cofres públicos a somatória de R$ 5 milhões de reais, dos quais R$ 2. 719.942,30 serão destinados à Construtora Compacta, para execução das obras na estrutura física do prédio. Com isso, o hospital passará de 24 para 49 leitos de UTI, sendo 20 leitos adultos, dez leitos neonatais, dez pediátricos e nove de cuidados intermediários.
Para o diretor geral do HR, Herbert Moreschi, a assinatura do contrato, com início das obras em 13 de agosto e término em dezembro de 2012, resolverá um problema antigo na cidade: o da falta de leitos para pacientes de média e alta complexidade. "Este foi um grande passo para a medicina do Oeste do Pará. Vai resolver um grande problema que temos na nossa região e viabilizar a realização de transplantes e cirurgias cardíacas", garante o diretor, que anunciou o credenciamento do HR de Santarém junto ao Ministério da Saúde para a realização de neurocirurgias.
Na assinatura do contrato, o vice-governador adiantou que a ampliação também será realizada nas UTIs do Hospital de Altamira e que outras obras devem ser iniciadas este ano. "Nós temos definido na nossa agenda mínima a inauguração do Hospital Regional de Itaituba, que é uma obra em torno de R$ 100 milhões e que vai atender o Baixo Tapajós. Estamos trabalhando na requalificação profissional do Hospitais Municipais da Calha Norte e Transamazônica para que a população possa ter atendimento de saúde básica nos seus municípios e assim desafoguem o Hospital Regional de Santarém", considerou.
Sobre o estado de greve dos profissionais da saúde, principalmente enfermeiros e técnicos em enfermagem, o vice-governador declarou que cabe a cada município a regularização salarial dos seus servidores. "Lógico que o Estado quer que a saúde publica funcione dentro da normalidade, mas as prefeituras são responsáveis pela saúde básica e os municípios têm que fazer um esforço de gestão e de eficiência das coisas públicas", avaliou.