Belém 07 de Agosto de 2012
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Acordo pode pôr fim à greve da saúde
 
 
 

Em Belém

Mas cabe ao prefeito Duciomar Costa aprovar ou não a contraproposta

Completa hoje cinco dias a greve dos servidores da rede municipal de saúde pública de Belém. Na manhã de ontem, houve reunião entre os representantes dos doze sindicatos de trabalhadores que fazem parte do comando de greve com o chefe de gabinete da Prefeitura de Belém, Oséas Silva. Foi no Palácio Antônio Lemos, sede da administração municipal, no bairro da Cidade Velha. Do lado de fora do prédio, um grupo de grevistas participou de um ato público para denunciar os problemas na saúde municipal. Havia informações de um possível acordo entre as partes que poderia representar o fim da paralisação, considerada abusiva pela Justiça. Mas o desfecho da situação da saúde municipal depende do parecer do prefeito Duciomar Costa sobre o tal acordo e do resultado da assembleia geral da categoria, agendada para a noite de hoje.

Segundo o diretor administrativo do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), João Gouveia, que integra o comando de greve, a reunião de ontem se encerrou com a elaboração de um acordo entre os sindicatos e a prefeitura. Gouveia explicou ainda que o documento elaborado foi submetido ao prefeito Duciomar Costa, que, até as 10 horas de hoje, deve anunciar se assina ou não o acordo com os grevistas. De qualquer forma, ele ressaltou que o acordo será também avaliado em assembleia geral das categorias, que acontecerá hoje às 19 horas, na sede do Sindicato dos Urbanitários do Pará, no bairro do Marco.

"Se o prefeito assinar ou não temos o compromisso de levar a situação para assembleia unificada das categorias, que vai decidir se a greve continua ou não", disse Gouveia. Segundo ele, o acordo tem itens que a prefeitura se comprometeu em homologar em juízo. "Traz o abono dos dias parados, ações de emergência nas Unidades Municipais de Saúde (UMSs) e Prontos-Socorros Municipais (PSMs) que apresentam maiores problemas, implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações, mesa permanente de negociação salarial e outras", listou o diretor do Sindmepa.

Caso seja assinado pelo prefeito, o documento será protocolado junto à Justiça para a homologação. Se a greve for suspensa ainda hoje, Gouveia destacou que a prefeitura deverá retirar a ação judicial impetrada na 2ª Vara da Fazenda da Capital contra as entidades sindicais, onde o Executivo pediu a declaração de ilegalidade da paralisação dos servidores da rede municipal de saúde. Na último dia 2, o juiz Marco Antonio Lobo Castelo Branco acatou o pedido e considerou a greve abusiva.

 

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