ão é difícil encontrar, já que elas estão por toda parte, em supermercados, lojas e farmácias - as sacolas plásticas fazem parte do cotidiano. Apesar de poluentes, viver sem elas tem sido motivo de discussão e desafio no Brasil. Em Belém, a Lei Municipal nº 8.862/2011, que entrou em vigor ontem, proíbe o uso das sacolas plásticas tradicionais. Na prática, a lei não retira as sacolas das ruas, apenas prevê que as sacolas tradicionais sejam substituídas pelas fabricadas com material oxi-biodegradável ou biodegradável.
Segundo o vice-presidente da Associação Paraense de Supermercados (Aspas), Jorge Portugal, esta é uma medida já adotada pelos 44 supermercados associados a Aspas no Pará. "Há dois anos que utilizamos nestes estabelecimentos comercias as sacolas oxi-biodegradáveis. Sabemos que o ideal são mesmo as sacolas retornáveis, mas o ‘oxiobio’ também é um avanço", afirma.
A coordenadora da ONG Noolhar, Patrícia Gonçalves, ainda vê com pessimismo a utilização desse tipo de sacola. "A sacola oxi-biodegradável continua sendo plástico, mas que contem um componente químico que granula se estiver sob a luz. No entanto, as sacolas vão parar em lixões e acabam enterradas. Sem acesso a luz, como irão se decompor?", explica.
Nas ruas as opiniões se dividem. Para o estudante de Geofísica, Hugo Sousa, 23 anos, a lei é um avanço, mas falta educação ambiental para conscientizar a população. "Acredito que se as pessoas compreenderem o prejuízo que as sacolas plásticas trazem ao meio ambiente, talvez a questão seja resolvida com mais facilidade", diz.
Já para o aposentado Domiciano Bezerra, 52 anos, as sacolas facilitam a vida do consumidor. "Eu sei que há campanhas para a utilização da sacola retornável, aquela de tecido. Mas como eu posso fazer minhas compras, por exemplo, misturando os produtos? As sacolas de plástico deixam as minhas coisas separadinhas, sem misturar detergente com pão. É claro que isso não é o ideal. Penso que talvez se existisse um local onde eu pudesse devolver minhas sacolas, assim como há para baterias e pilhas, seria interessante", argumenta.
Para ver a matéria completa assine O Liberal Digital.