Pela segunda vez este ano, os neurocirurgiões deixaram de atender no Hospital de Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti (HPSM), localizado no bairro do Umarizal, em Belém. Alegando que os pagamentos estavam atrasados há 90 dias, os profissionais chegaram a paralisar as atividades ontem, mas voltaram ao trabalho depois de uma negociação com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e a direção do hospital. Eles também reclamam das condições precárias de atendimento. A UTI pediátrica, por exemplo, está desativada. O PSM Mário Pinotti tem 14 neurocirurgiões para revezamento em plantões diários por dois turnos.
O neurocirurgião Douglas Vasconcelos revelou que o serviço, na verdade, já estava desfalcado desde a terça-feira, 11, quando os profissionais começaram a abandonar os postos já que o contrato firmado entre a Sociedade Paraense de Neurocirurgiões (SPN) e a prefeitura previa a quebra de acordo caso houvesse atraso no pagamento por 90 dias. 'As condições de trabalho ferem o contrato. Desde o dia 11 muitos colegas não estão indo. Teve dias em que não teve neurocirurgião', disse ele ao calcular que a dívida acumulada pelos 90 dias de serviços não pagos chegaria a cerca de R$ 325 mil.
O abandono dos postos de trabalho só foi contornado depois de uma reunião entre a categoria, a Sesma e a direção do PSM. Segundo nota enviada pela assessoria de comunicação da Sesma, o atraso no pagamento dos plantões ocorreu em apenas um mês por trâmites burocráticos entre a secretaria e a instituição bancária que efetua o pagamento. Ainda segundo o órgão, o pagamento já foi regularizado e os médicos retornaram ao trabalho a partir das 19h de ontem.
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