Atenção Multidisciplinar Orientação e Respeito para o Autismo (Amora) comemora um ano de existência com o leilão das obras do artista plástico Marinaldo Santos e do fotógrafo Bob Menezes. A festa também será uma homenagem ao editor-chefe da revista "Autismo", Martin Fanucci, que estará presente hoje (26), a partir das 19h, na sede social da Assembleia Paraense. A noite será animado com a presença da banda Mocotó Elétrico. A entrada é gratuita.
Além do leilão, haverá o bingo com a cartela vendida na hora por R$30. Segundo umas das organizadoras do evento Eugênia Leão, é uma forma de divulgar o trabalho da ONG para investir na capacitação profissional na área do autismo. "Nós temos um projeto de construir um espaço em Belém de atendimento voltado para o autismo. Pedagogos, psicólogos, Terapeutas Ocupacionais e até familiares de pessoas com autismo podem participar dos cursos que são gratuitos", afirma Egênia Leão.
O lance mínimo é de R$ 2 mil para a foto de Roberto Menezes e cada obra do artista plástico Marinaldo Santos terá o lance mínimo de R$1,5 mil. A também organizadora do evento Ruth Klautau conta que as obras foram doadas há dois meses para ajudar a trazer outros profissionais para os cursos e palestras da Amora. "A foto não tem um nome específico. Foi feita no Porto do Açaí e mostra um pouco do cotidiano das pessoas que trabalham por lá. Resolvi doar porque acho que todo artista deve estar próximo de causas bacanas como a da Amora", conta Bob Menezes.
Segundo uma das fundadoras da ONG, Cristina Serra, na região metropolitana de Belém há aproximadamente 10 mil casos de autismo. "Através dessa carência de atendimento e espaço especializado para o autismo, nós temos um projeto de criar o centro de atendimento. É preocupante em Belém não ter espaço, sendo que os números de casos aumentam a cada dia. O autismo exige uma atenção multidisciplinar e também necessidade de dedicação acentuada no tratamento", revela Cristina Serra.
A ONG Amora surgiu no ano passado para ajudar no tratamento de pessoas com autismo. A carência no tratamento fez com que os fundadores Sérgio Serra, Cristina Serra, Maria Gilca Barreiros, Raimundo Barreiros, Eugênia Leão, Marília Puty, Reni Borges e Anderson Borges incentivassem o trabalho na área. A Amora tem projetos de pesquisa "Aprende" com o Laboratório de Psicologia da UFPa e o projeto "Caminhar" que trabalha com o diagnóstico do autismo no Hospital Betina Ferro.