Belém 22 de Setembro de 2012
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O clima do Festival foi de renovação com novas mostras, debates e seminários

Ismaelino Pinto

Especial do Festival de Brasília

No caminho de completar meio século de existência, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro percorre os caminhos da renovação com novas mostras competitivas, mostras paralelas, oficinas, debates, seminários, lançamentos de livros. Chega a sua 45ª edição celebrando a cinematografia mais atual produzida no Brasil, com a exibição na Mostra Competitiva com doze longas-metragens, de ficção e documentário, todos inéditos.

Embora o ineditismo tenha sido abolido como critério de seleção, em 2012 o público será brindado com títulos nunca antes exibidos em festivais. "O critério seguido pela comissão de seleção foi a qualidade, mas todos os longas escolhidos são filmes muito bons e inéditos", destaca o coordenador geral do Festival, Sérgio Fidalgo. Além disso, o evento homenageia seu fundador, Paulo Emílio Salles Gomes, com um seminário sobre a crítica e um livro que recupera sua trajetória. No meio de tudo, tem o lançamento de catálogo que conta um pouco da história do Festival, outro que recupera a relação entre Brasília e o cinema e muito mais.

Este ano, o palco para exibição é o Teatro Nacional Cláudio Santoro - devido à reforma do Cine Brasília. Na abertura solene foi exibido o longa-metragem "A Última Estação", dirigido por Márcio Curi e contando com nomes como o libanês Mounir Maasri, a atriz/poeta Elisa Lucinda e um time de primeira, inclusive com participação do ator paraense Adriano Barroso, já que o filme, um road-movie, termina em Belém e conta com uma narrativa poética e bem humorada da trajetória de um imigrante libanês no Brasil.

Filmes de cinematografias periféricas fora do eixo Rio-São Paulo ganham uma tela especial por aqui, é muito grande a participação de estados como Pernambuco, com vários longas e curtas e de outros estados como Rio Grande do Sul, Goiânia, Minas Gerais e outros. Além da mostra competitiva oficial, ainda tem as paralelas com exibição de filmes em diversos lugares espalhados pela capital federal. Os críticos também de todo o Brasil e de alguns países da América Latina estão reunidos falando sobre a personalidade intelectual marcante e o incisivo pensamento de Paulo Emilio Salles Gomes (1916 - 1977) - um dos maiores historiadores e teóricos do cinema brasileiro.

Críticos e pensadores de cinema como Ismail Xavier e Alfredo Manevy, fazem parte do seminário "Paulo Emílio e a crítica cinematográfica", que é e mediada pela vice-presidente da Abracine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), Ivonete Pinto. Com uma massiva participação dos brasilienses, este festival sempre mantém esta característica de ser uma frente de discussão e divulgação do melhor cinema feito e produzido no Brasil.

 
   
 
   
   
     
 
 
 
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