Belém 11 de Outubro de 2010
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Motorista embriagado provoca acidente com duas mortes em Castanhal
 
 
 

CASTANHAL
Do correspondente

A Polícia Civil de Castanhal está à procura do homem que, por volta das 3h30 da madrugada de ontem, dirigindo uma camionete importada, provocou grave acidente na BR-316, na zona urbana de Castanhal, matando uma jovem professora e um adolescente, que morreu no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, no início da noite de ontem. Informações obtidas pela Polícia Rodoviária Federal junto a testemunhas dão conta que ele apresentava visíveis sinais de embriaguez e se chama Vando Monteiro Duarte. Uma pessoa estava com esse motorista na camionete, da marca Captiva, placa NSJ-0664, de Inhangapi. Os dois fugiram do local minutos depois do acidente.

Passavam das 3h30 quando um grupo de amigos se dirigia, em dois veículos, para encerrar a noitada indo comer alguma coisa numa lanchonete localizada na Rua Maximino Porpino, próximo à BR-316. Um dos veículos, o Siena de placas NSF-7008, se aproximava daquele cruzamento quando foi violentamente atingido pelo Captiva, que vinha do centro de Castanhal rumo ao Bairro do Pirapora. O motorista não respeitou a preferencial, que era do Siena, e era dirigido por Ângela Elvira Martins Pereira de Souza, de 28 anos. Com o impacto, o Siena projetado contra um prédio que fica numa das esquinas do cruzamento.

A professora Camila Passos Cavalcante, de 24 anos, que viajava no carro juntamente com a motorista e o adolescente, foi "cuspida" do Siena e sofreu grave ferimento à altura do quadril. Levada para o hospital municipal de Castanhal, ela não resistiu e morreu de hemorragia externa. O adolescente de 17 anos sofreu traumatismo craniano e está na UTI do hospital Metropolitano. Roziele Oliveira Nascimento, que também estava no carro e sofreu graves ferimentos, melhorou no meio da tarde de ontem. Ângela sofreu ferimentos leves. Sua irmã Maida Manoela fraturou a clavícula e algumas costelas. Ficou de ser transferida para Belém para ser operada hoje.

O acidente foi registrado na delegacia do centro de Castanhal pelo padrasto de Camila Passos, o policial militar Oberdan Castro. O policial rodoviário federal Serra disse que no cruzamento onde ocorreu o acidente existe um semáforo, mas que depois da meia-noite ele fica ligado apenas com o sinal amarelo, o de alerta. E quem vem pela rodovia federal tem a preferência. "Quem for cruzar a rodovia tem que parar e observar, e só depois prosseguir viagem", disse o policial. Serra e seu companheiro Wagner estiveram no local do acidente. Ele disse que o Captiva pertence a Benedita Gonçalves do Espírito Santo, e que ela teria pedido ao motorista, seu funcionário, para ir buscar o veículo em Belém, no estacionamento de um hotel. Mas o motorista "esticou" a viagem, indo jogar bola com amigos em Castanhal e depois ainda teria ido beber cerveja em vários lugares, dentre eles o Posto Pombal, no Apeú, e na praça da Estrela.

A morte da professora Camila Passos deixou consternados moradores do distrito do Apeú, onde ela nascera. Ela morava sozinha em uma casa, que alugara há quase dois anos no centro de Castanhal, juntamente com sua filha Sofia, de apenas quatro anos. Rosiele e Cosme, as outras duas vitimas, eram vizinhos e amigos dela. O corpo de Camila será sepultado na manhã de hoje, no Cemitério do Apeú.

Família de adolescente se queixa do atendimento dado ao jovem

Ao saber da morte do adolescente17 anos, a família protestou em frente ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE). Segundo a mãe do jovem, Radilene Nascimento, 40 anos, a família soube da morte por intermédio de uma pessoa conhecida, funcionária do hospital. A informação, entretanto, minutos depois da morte, teria sido negada do hospital. "Por volta das 9h da manhã, uma assistente social me disse que ele estava entubado. Às 15h ela ficou de passar mais notícias, mas mesmo depois que soube por outra pessoa que ele morreu fui perguntar para o pessoal do hospital e todos negavam. Já por volta das 18h30 foi que chamaram, meu esposo e eu, para dizer que nosso filho tinha morrido. É muita falta de respeito com a família, que ainda tem que lidar lhe dar com a grosseria dos trabalhadores do hospital". Radilene afirmou, ainda, que seu filho morreu por não ter se submetido à cirurgia a tempo porque somente dois médicos estavam de plantão

A assessoria de imprensa do hospital disse que o adolescente foi vítima de politraumatismo e deu entrada no hospital às 5h26 de ontem, em estado grave. A equipe médica, diz a nota, que recebeu o paciente precisou entubá-lo e ele foi submetido a tratamento intensivo. A assessoria afirma também que, segundo informações médicas, "era necessário estabilizar o quadro de saúde do paciente para submetê-lo a qualquer tipo de procedimento invasivo, pois os sinais vitais do jovem eram abaixo do considerado normal". "Manoel do Nascimento foi atendido dentro dos padrões para suporte de paciente com politrauma grave", diz a nota.

 
   
 
   
   
     
 
 
 
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