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Data:
23.01.2009
Hora: 18h23
Por: Thyago Gadelha
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Passam-se os anos e o troubador Nick Drake continua sendo lembrado pela sua forte contribuição ao folk. E é justamente por trás desse gênero que surge um tributo ao cantor inglês, encabeçado pelo o havaiano Jack Johnson e sua gravadora Bushfire Records.
Mas para quem pensa que a coletânea se limita a participação de figuras do gênero, o projeto mostra sua versatilidade com as participações de Dave Grohl (Foo Fighters) e Eddie Vedder (Pearl Jam), ambos do rock – apesar de Vedder flertar com folk rock, tanto nos últimos discos de sua banda de origem quanto na trilha de Na Natureza Selvagem, filme dirigido por Sean Pean.
Do blues, vem Norah Jones. Mas não há nada menos específico e mais interessante do que a participação de ninguém menos que o ator Heath Ledger, morto há um ano, que aparece com um cover de Black Eyed Dog. Para quem não lembra, o intérprete do coringa em Batman - O Cavaleiro das Trevas morreu pelas mesmas causas que o trovador folk: overdose de remédios.
Para completar ainda mais as mórbidas semelhanças, Black Eyed Dog (que traduzido significa Cachorro de Olhos Negros) foi a última canção feita por Nick Drake antes da sua morte. O nome é uma referência à alcunha que o Primeiro Ministro britânico na época, Winston Churchill, deu ao cantor devido a sua depressão: black dog.
O presente duplamente póstumo vai ainda mais além: traz um vídeo feito pelo próprio ator de Brokeback Mountain, que já virou raridade na internet. O vídeo teria, supostamente, sido feito para um documentário sobre Drake, que nunca chegou aos cinemas.
Assim como este jornalista que vos escreve, Ledger teria uma obessão pelo legado e pela história do cantor. Certa vez, em entrevista para promover o filme Eu Não Estou Lá (cinebiografia de Bob Dylan), o ator disse que se interessava muito pela obra e queria fazer uma cinebiografia sobre o inglês ou interpretar o próprio.
"Eu estava obcecado com a sua história e a sua música, e eu persegui isso por um tempo, e ainda tenho esperanças de poder contar a sua história um dia”, disse Ledger na época. É de partir o coração saber que dois talentos morreram tão jovens e foram tão talentosos.
Além da riqueza em fazer versões para o incrível legado de Nick Drake, o tributo ficará ainda mais especial (e oportuno, não podemos negar) com a participação do ator de personalidade complexa...assim como seu homenageado.
O tributo, ainda sem nome, deverá ser acompanhado de um DVD com os melhores momentos das gravações.
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Os melhores de 2008 por grandes publicações sobre música
Data:
08.01.2009
Hora: 13h45
Por: Thyago Gadelha |
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Ainda em tempos de listas de melhores do ano, o Ruído mostra para você o TOP 10 de várias revistas, semanários e até de sites de compartilhamento de música. Entre as bandas mais votadas, estão Fleet Foxes (foto), TV on the Radio, Vampire Weekend, Nick Cave, Portishead e Coldplay.
No próximo post, o Ruído te passa a lista de melhores da coluna, além de dicas sobre bons discos que serão lançados neste primeiro semestre.
Rolling Stone
01. TV on the Radio - Dear Science 02. Bob Dylan - Tell Tale Signs: The Bootleg Series Vol. 8 03. Lil Wayne - Tha Carter III 04. My Morning Jacket - Evil Urges 05. John Mellencamp - Life, Death, Love and Freedom 06. Santogold - Santogold 07. Coldplay - Viva la Vida or Death and All His Friends 08. Beck - Modern Guilt 09. Metallica - Death Magnetic 10. Vampire Weekend - Vampire Weekend
Mojo Magazine
01. Fleet Foxes - Fleet Foxes 02. The Last Shadow Puppets - The Age Of The Understatement 03. Paul Weller - 22 Dreams 04. Bon Iver - For Emma, Forever Ago 05. Nick Cave - Dig!!! Lazarus Dig!!! 06. The Hold Steady - Stay Positive 07. Glasvegas - Glasvegas 08. The Week That Was - The Week That Was 09. The Bug - London Zoo 10. Neil Diamond - Home Before Dark
New Musical Express
01. MGMT - Oracular Spectacular 02. TV On The Radio - Dear Science 03. Glasvegas - Glasvegas 04. Vampire Weekend - Vampire Weekend 05. Foals - Antidotes 06. Metronomy - Nights Out 07. Santogold - Santogold 08. Mystery Jets - 21 09. Kings Of Leon - Only By The Night 10. Friendly Fires - Friendly Fires
Uncut
01. Portishead - Third 02. Fleet Foxes - Fleet Foxes 03. TV On The Radio - Dear Science 04. Bon Iver - For Emma, Forever Ago 05. Vampire Weekend - Vampire Weekend 06. Elbow - The Seldom Seen Kid 07. Neon Neon - Stainless Style 08. Nick Cave - Dig!!! Lazarus Dig!!! 09. Kings Of Leon - Only By The Night 10. Paul Weller - 22 Dreams
Last.FM
01. Coldplay - Viva La Vida or Death And All His Friends 02. MGMT - Oracular Spectacular 03. Portishead - Third 04. Nine Inch Nails - Ghosts I-IV 05. The Ting Tings - We Started Nothing 06. The Kooks - Konk 07. Death Cab For Cutie - Narrow Stairs 08. Hot Chip - Made In The Dark 09. Jack Johnson - Sleep Through The Static 10. Sigur Ros - Með suð í eyrum við spilum endalaust
Pitchfork
01. Deerhunter - Microcastle / Weird Era Cont 02. TV On The Radio - Dear Science 03. No Age - Nouns 04. Hercules And Love Affair - Hercules And Love Affair 05. Fleet Foxes - Fleet Foxes 06. DJ Rupture - Uproot 07. Fucked Up - The Chemistry Of Common Life 08. Vampire Weekend - Vampire Weekend 09. Cut Copy - In Ghost Colours 10. Portishead - Third
Q Magazine
01. Kings Of Leon - Only By The Night 02. Fleet Foxes - Fleet Foxes 03. Coldplay - Viva La Vida or Death And All His Friends 04. Vampire Weekend - Vampire Weekend 05. Glasvegas - Glasvegas 06. Duffy - Rockferry 07. TV On The Radio - Dear Science 08. Elbow - The Seldom Seen Kid 09. Raconteurs - Consolers Of The Lonely 10. Nick Cave - Dig!!! Lazarus Dig!!!
Metacritic
01. Amadou And Mariam - Welcome To Mali 02. The Bug - London Zoo 03. Plush - Fed 04. TV On The Radio - Dear Science 05. Shugo Tokumaru - Exit 06. Bon Iver - For Emma, Forever Ago 07. Fleet Foxes - Fleet Foxes 08. Nick Cave - Dig!!! Lazarus Dig!!! 09. Neil Young - Sugar Mountain: Live At Canterbury House 1968 10. Robyn - Robyn
Blender
01. Lil Wayne - Tha Carter III 02. Girl Talk - Feed The Animals 03. TV On The Radio - Dear Science 04. Metallica - Death Magnetic 05. Hot Chip - Made In The Dark 06. Robyn - Robyn 07. Of Montreal - Of Montreal 08. Randy Newman - Randy Newman 09. Vampire Weekend - Vampire Weekend 10. Fall Out Boy - Folie A Deux
Filter
01. MGMT - Oracular Spectacular 02. Fleet Foxes - Fleet Foxes 03. Dr. Dog - Fate 04. TV On The Radio - Dear Science 05. Foals - Antidotes 06. Bon Iver - For Emma, Forever Ago 07. She And Him - Volume One 08. M83 - Saturdays = Youth 09. Cut Copy - In Ghost Colors 10. The Dears - Missiles
Foto do Fleet Foxes: Nilina Mason-Campbell |
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Leela é destaque na ressaca do 3º festival Se Rasgum
Data:
13.11.2008
Hora: 16h38
Por: Thyago Gadelha |
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Um dos grandes representantes do novo pop brasileiro se apresenta pela primeira vez em Belém. Leela, do Rio de Janeiro, toca no African Bar, neste sábado (15), ao lado das locais Turbo, Destruidores de Tóquio e Seqüestro da Mente.
Uma festa que traz duas grandes revelações do III Festival Se Rasgum – Destruidores de Tóquio e Seqüestro da Mente – ao lado do Turbo, que se destacou nas duas primeiras edições do festival.
Além das quatro apresentações, a festa ainda contará com a discotecagem dos coletivos Meachuta!, This is Radio Trash e Pogobol, que se revezarão nas picapes da boate refrigerada do African Bar.
LEELA
Depois de figurar na concorrida trilha sonora da novela teen Malhação e da indicação de Melhor Álbum de Rock Brasileiro, no Grammy Latino de 2005, a banda Leela lança seu segundo disco, Pequenas caixas, e percorre o Brasil em turnê para apresentar as canções do novo trabalho e alguns hits do primeiro disco, como Te procuro, Odeio gostar e Romance fugitivo – parceria da vocalista Bianca Jordão com Fausto Fawcet.
Ao lado de Fawcet, Bianca também compôs 1 beijo pede bis, Delirium, Amor barato e Mundo visionário. Além de Bianca Jordão, que assume o papel de bandleader do quarteto no vocal e guitarra, o grupo ainda conta com Rodrigo Brandão (guitarra e voz), Tchago Kochenborger (baixo e voz) e PHD Ronzoni (bateria).
FESTA
Além da apresentação do Leela, o show ainda conta com o rap misturado com sons latinos do Seqüestro da Mente, o rock ‘n’ roll dos Destruidores de Tóquio e o hard-power-pop do Turbo, que esteve afastado dos palcos nos últimos meses. Na boate, estilos que vão do indie a eletro-clash, psychobilly, garage, punk e rock ‘n’ roll com a discotecagem dos convidados.
Serviço - Ressaca do Festival Se Rasgum, dia 15 de novembro (sábado) no African Bar (Praça Waldemar Henrique, s/n), com Leela (RJ), Destruidores de Tóquio, Turbo e Seqüestro da Mente, mais DJs Meachuta, Pogobol e This is Radio Trash. Ingressos a 15 dinheiros ou 10 (com flyer). Esta mensagem foi enviada por Marcelo Damaso. |
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Festival Planeta Terra vai do hype ao consagrado
Data:
07.11.2008
Hora: 00h25
Por: Thyago Gadelha |
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Que TIM Festival que nada. O festival mais esperado do ano é, sem dúvidas, o Planeta Terra. Você quer apenas alguns bons motivos? Lá vai:
1 – Uma das lendas do rock é atração confirmadíssima e aguardada: a dupla escocesa The Jesus and Mary Chain, formada pelos irmãos William e Jim Reid. Para quem não lembra da banda, basta recordar o final do filme Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola. A música que toca no final é a clássica Just Like Honey.
2 – Outra lenda underground tem presença certa no evento: The Breeders, a dona do hit Cannonball, que fez a adolescência da galera que hoje tem entre 25 e 30 e poucos anos. A banda é liderada por Kim Deal, a famosa baixista do Pixies, e sua irmã gêmea Kelley,
3 – Ao contrário do TIM, que trouxe uma new rave desbotada com Klaxons e MGMT, o Terra vem com Kaiser Chiefs e Bloc Party, dois nomes fortes da cena britânica anos 2000, que já foram muito mais hypados, mas conseguiram manter os holofotes sobre eles.
4 – Tem ainda o The Offspring, que ficou eternizada na década de 90 com o hit Come Out and Play e mais tarde com Pretty Fly (For a White Guy). Para quem frequentava as rodinhas de rock do Afrikan Bar a lembrança é forte. É claro que estes fãs cresceram e hoje até esnobam a grupo californiano. Mas que vão ficar nostálgicos com o show, ah vão.
5 – A última razão deste top 5 é simplesmente a organização. Quem teve a oportunidade de assistir ao evento no ano passado, que trouxe Devo e Kasabian, entre outras coisas legais, viu a excelente organização do festival em espaço, limpeza, pontualidade e opções de lanches [dos mais baratos aos mais caros, ao gosto do público].
Antes que os fãs de Animal Collective e Spoon reclamem, as razões acima não são as únicas para você ir ao evento, mas apenas algumas delas. Serão mais de 10 horas de música boa, com 800 mil watts de potência.
As atrações serão divididas em três palcos. O Main Stage, único ao ar livre, receberá Vanguart, Mallu Magalhães, Jesus and Mary Chain, Offspring, Bloc Party e Kaiser Chiefs.
Já no Indie Stage tocarão Brothers of Brazil, Curumin, Animal Collective, Foals, Spoon e The Breeders. Para os amantes da música eletrônica, o DJ Stage terá Mau Mau, Mylo, Sébastien Léger e Felix da Housecat.
Os preparativos para a edição 2008, que acontece neste sábado na Villa dos Galpões, em São Paulo, serão concluídos até esta sexta. Uma equipe de profissionais ajusta os últimos detalhes para receber as 15 mil pessoas que lotarão o local para assistir a 16 atrações entre bandas nacionais e internacionais.
Infos do evento
Sabrina Parlatore e Kid Vinil comandam Planeta Terra As apresentações dos três palcos serão alternadas para que os fãs possam acompanhar a atração que quiserem sem abrir mão de algum show.
Uma grande estrutura aguarda o público: são mais de 8 mil vagas de estacionamento, 400 banheiros químicos, 300 pessoas trabalhando na segurança do evento e 460 funcionários da limpeza.
Haverá uma praça de alimentação composta por restaurantes com cardápios variados: Mr. Foods (sanduíches naturais, hot dog e hambúrgueres); Kanji (comida japonesa); Minikalzone (calzones de sabores variados); Uno & Due (salgados e sanduíches naturais); Chilango Tex Mex (comida mexicana) e Baby Pizza (pizzas e salgados variados). As bebidas serão vendidas também em bares espalhados pelo lugar.
O Planeta Terra Festival é um evento "carbon free" (que anula posteriormente a quantidade de gás carbônico emitido durante a sua realização) e conta com postos de coleta de lixo reciclável.
Vale lembrar que é proibido filmar o evento, porém câmeras fotográficas são bem-vindas. A classificação do evento é de 18 anos. Menores não podem entrar, mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis.
Os portões da Villa dos Galpões serão abertos às 15h. |
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Tim Festival 2008: os melhores e os piores momentos
Data:
27.10.2008
Hora: 14h27
Por: Thyago Gadelha |
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Que o Tim Festival é um dos eventos musicais mais esperados do ano, ninguém tem dúvidas. Desde 2003, que chega o mês de julho e começam as especulações em torno do line-up. Neste ano, não foi escalada nenhuma grande atração – com o porte de Bjork, Arcade Fire, Daft Punk e Primal Scream de outras edições – e as poucas que sobraram [dois shows importantíssimos foram cancelados, um pela história, o do Paul Weller, e outro pelo hype, The Gossip] tiveram a difícil tarefa de segurar o nome TIM FESTIVAL.
Como todo ano tem um grande show que vale pelo festival todo [legal é quando tem vários que conseguem essa façanha], eu arriscaria dizer que o melhor desempenho da edição 2008 foi do The National, melhor ainda que o ótimo Gogol Bordello. Foi daquelas performances extasiantes, que você entra em transe com cada pedaço da música cantada, cada nota dos instrumentos e quando termina se sente satisfeito e ao mesmo tempo brochado para ver qualquer coisa que venha em seguida. Pior ainda quando a sequência é sofrível, como foi o caso do show do MGMT em São Paulo.
E por falar em hype, parece que o “movimento” new rave realmente não durou mais que um ano. A prova disso foi a quinta-feira com o palco Novas Raves, que trouxe o Neon Neon e um Klaxons fora de hora.
Mas se as atrações não agradaram muito e não chegaram a lotar a arena de eventos no Parque Ibirapuera, o festival deu show em organização – com exceção do fato de começar cedo demais e acabar cedo demais [sexta, por exemplo, começou às 19h, horário em que muitas pessoas estão saindo do trabalho]. Não era pra menos, afinal no ano passado o Tim foi um fiasco e estava mais do que na hora do acerto de contas.
A arena montada no parque foi um dos pontos altos e as filas para comprar bebidas e ir ao banheiro também estavam bem acessíveis. Se o evento conseguir manter essa estrutura no ano que vem e trouxer atrações mais impactantes, ele recupera a sua fama de melhor festival de música do Brasil.
Abaixo você confere como foram alguns shows em especial:
The National
Sem dúvidas o melhor show do festival. Arriscaria dizer um épico. Para quem está acostumado a ouvi-los em estúdio, ficou impressionado com a performance visceral e pesada da banda no palco.
A culpados foram Matt Berninger [vocal], os gêmeos Aaron e Bryce Dessner [ambos guitarristas] e os irmãos Scott e Bryan Devendorf. Para dar uma força a esse time – e que força! – estava o multi-instrumentista Padma Newsome (da banda Clogs), que tocou violino [e até “brincou” de cavaquinho com o instrumento] e teclado.
As atuações – em especial de Matt e Padma – foram tão intensas que emocionaram todos os presentes. O vocalista por hora parecia uma encarnação de Ian Curtis, tamanha era a entrega no palco. O violinista desafiava os limites de seu instrumento. Lindo de ver e ouvir. Agora some isso à simpatia do grupo. O resultado foi o público ganho.
A banda já entrou pesada com a poética Star a War, que deu sequência à Brainy e à belíssima Secret Meeting. Entre os melhores momentos, Mistaken For Strangers, Fake Empire – com direito a corinho do público e visível surpresa do grupo – e About Today que encerrou o show numa jam louca. Como nem tudo é perfeito, a banda deixou de fora as músicas dos dois primeiros discos – os ótimos The National e Sad Songs for Dirty Lovers – e se concentrou nos dois últimos álbuns – Alligator, de 2005, e Boxer, de 2007.
O maior pecado desta noite foi colocá-los para abrir o medíocre show do MGMT, banda da vez [e será que ainda é?], que não tem nem metade da experiência do supergrupo de Brooklin.
Repertório na ordem: Start a War; Brainy; Secret Meeting; Baby We'll be Fine; Slow Show; Squalor Victoria; Abel; All the Wine; Mistaken For Strangers; Apartment Story; Fake Empire; Mr. November; e About Today.
MGMT
Cadê as fitas na cabeça? Cadê o colorido da banda? Onde ficou a performance que os impulsionou na mídia? Essas eram as perguntas que não queriam calar em 15 minutos de show. A banda parecia um cover dos anos 60, com excessos de psicodelismos [nada contra, só não combina tanto com eles] e apática aos extremos.
O público fervoroso – provavelmente aquele que dança os hits nas baladinhas indies – fez banca na frente do palco, gritando em todo o momento. No entanto, a sensação da maioria das pessoas era de “por que eles fecharam a noite?” ou “é só isso aí que eles têm para mostrar?”. Os momentos “altos” do show foram quando eles tocaram os únicos três hits do primeiro e único disco, Electric Feel, Time to Pretend e Kids.
Repertório na ordem: 4th Dimensional Transition, Pieces of What, Of Moons, Birds and Monsters, Weekend Wars, The Youth, Electric Feel, Metanoia, Time to Pretend, The Handshake e Kids.
Klaxons
Se o quarteto tivesse vindo ao Tim Festival do ano passado, com certeza teria sido um sucesso absoluto. O problema é que a banda demorou, o movimento new rave perdeu a força de um ano pra cá, e o resultado foi um dia de poucas “visitas” à quinta-feira do festival – a metade da capacidade do local.
Talvez um dos grandes motivos do fracasso de público tenho sido a baixa do The Gossip, banda liderada pela polêmica Beth Ditto. A união dos dois “anjos caídos” possivelmente teria chamado mais gente pra festa.
Mas mesmo longe do hype, a banda ainda se saiu muito melhor do que os colegas do MGMT. Com um colorido desbotado – como bem definiu uma amiga jornalista que acompanhou o evento comigo – e uma performance muito mais baseada nas guitarras e mais distanciada do eletrônico que os consagrou, a banda soltou os hits de Myths of the Near Future [faltou apenas Forgotten Works], em especial Atlantis to Interzone, Golden Skans e Magick.
De novidade mesmo, foram apenas duas músicas, Moonhead e Calm Trees. E pelo ritmo das canções, a new rave ficou no passado, morto e enterrado.
Repertório na ordem: Bouncer; Atlantis To Interzone; Totem on the Timeline; Golden Skans; Moonhead; As Above, So Below; Two Receivers; Magick; Calm Trees; Gravity's Rainbow; Isle of Her; It's Not Over Yet; e Four Horsemen of 2012.
Neon Neon
O que acontece quando um vocalista galês de uma banda com som britpop encontra um produtor americano? Difícil responder a pergunta, porque poderiam ser várias coisas. Mas eles optaram por uma: vasculhar o baú oitentista.
Quem estava – ou melhor está – de saco cheio desses revivals, ficou surpreso com a dupla Gruff Rhys e Boom Bip – que estava apoiada pela bela Cate Le Bon e o cantor figuraça Har Mar Superstar. Eles tocaram várias músicas do seu debut, Stainless Style, como Neon Theme, o primeiro single I Told Her on Alderaan.
Os melhores momentos ficaram por conta de Raquel, I Lust U, com todo o charme da cantora Cate Le Bom, e Trick for Treat e Sweat Shop, com a performance ensandecida de Har Mar. O música baixinho, que trajava uma camisa do Menudo (é, isso mesmo!) e fazia estripulias por todo o palco, roubou a cena. Um show no mínimo curioso.
Repertório na ordem: Neon Theme; Dream Cars; I Told Her on Alderaan; Raquel; I Lust U; Trick for Treat; Michael Douglas; Sweat Shop; e Stainless Style.
Créditos das imagens:
The National e Neon Neon Marcia Feitosa/FOTOCOM.NET
MGMT Miguel Schincariol/FOTOCOM.NET
Klaxons Ricardo Saibun/ FOTOCOM.NET |
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TIM Festival confirma mais seis atrações para 2008
Data:
10.07.2008
Hora: 12h33
Por: Thyago Gadelha |
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Os grupos norte-americanos Gogol Bordello, MGMT e The National, para a alegria deste jornalista que vos escreve, a renomada compositora e pianista de jazz Carla Bley, a revelação do jazz Esperanza Spalding e um dos papas do britpop, o cantor, compositor e instrumentista Paul Weller são as novas atrações confirmadas para o TIM Festival 2008.
Com estes, já somam dez os nomes confirmados para a edição deste ano. Os anteriores foram a lenda-viva do sax tenor Sonny Rollins, a cantora de jazz Stacey Kent e as bandas indie Klaxons e The Gossip, da vocalista Beth Ditto.
Surgida em Nova Iorque em 1999, a banda Gogol Bordello faz uma mistura de ritmos tão variada quanto as origens de seus integrantes. A formação cosmopolita do grupo vai do ucraniano Eugene Hütz (voz, violão e percussão) ao japonês-romeno Stevhen Iancu (acordeon), passando pelo russo Sergey Ryabtsev (violino e vocais), o israelense Oren Kaplan (guitarra e vocais), o etíope Thomas Gobena (baixo e vocais), o norte-americano Eliot Ferguson (bateria e vocais), a tailandesa-americana Pamela Jintana Racine e a sino-escocêsa Elizabeth Sun (percussão, vocais e dança).
Com cinco discos lançados – Super Taranta, de 2007, é o mais recente –, o grupo mescla música cigana com punk rock, dub e, ao vivo, é conhecido por suas performances vigorosas e teatrais. O apresentador e comediante inglês Phill Jupitus resumiu a impressão que teve da banda em uma frase: “É um pouco como o The Clash e o The Pogues tendo uma briga”.
Originalmente conhecido como The Management, a banda indie nova-iorquina MGMT, formada pela dupla Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden, aposta em sonoridades retrô como o pop-psicodélico, eletro-rock e dance music.
Criado no final de 2001 pelos então colegas da universidade Wesleyan, em Connecticut, o duo chamou a atenção do público e da crítica a partir das muitas turnês realizadas para o lançamento do EP Time to pretend, em 2005, em que abriam shows para o grupo Of Montreal.
Dois anos depois lançaram o primeiro álbum, Oracular Spectacular, que chegou à décima-segunda posição nas paradas britânicas e ao primeiro lugar na parada Top Hearseekers da Billboard, onde aparecem os artistas emergentes.
Também nova-iorquino, o grupo The National é liderado pelo barítono Matt Berninger. A banda de indie-rock criada em 1999 conta ainda com dois pares de irmãos: Aaron (baixo) e Bryce Dressner (guitarra) e Bryan (bateria) e Scott Devendorf (guitarra). Em 2001, lançaram o primeiro disco, que levava o nome do grupo. Seguiram-se Sad songs for dirty lovers, em 2003, e os EPs Cherry tree, em 2004, e Alligator, em 2005. No ano passado, lançaram Boxer, puxado pelas faixas Fake empire, Slow show e Mistaken for Strangers.
Do outro lado dos EUA vem a pianista de jazz Carla Bley. Aos 72 anos, a compositora e instrumentista californiana é uma referência dentro do estilo. Ganhadora de diversos prêmios e honrarias, como o Oscar du Disque de Jazz, o Guggenheim Fellowship, o Prix Jazz Moderne (conferido pela Academia Francesa de Jazz) e eleita melhor compositora pela renomada revista Downbeat, Carla foi ainda figura importante e pioneira no desenvolvimento de selos independentes, dirigidos pelos próprios artistas.
Entre os diversos músicos com quem trabalhou estão Charlie Haden, Phil Woods, Jack Bruce, George Russel, Art Farmer, Robert Wyatt e Nick Mason, baterista do Pink Floyd. Nascida Carla Borg, começou a estudar piano ainda criança, com o próprio pai, Emil Borg. Adolescente, mudou-se para Nova Iorque, onde conheceu o também pianista Paul Bley, com quem teve um breve casamento. Depois de passar um período na Califórnia natal, retorna novamente a Nova Iorque e conhece o compositor Michael Mantler, com quem mais tarde se casa e forma o grupo The Jazz Composer’s Orchestra.
Com ele tem, em 1966, sua única filha, Karen. Com letras de Paul Haines, lança em 1971 uma de suas mais importantes obras, Escalator over the hill, vencedora do Oscar du Disque. Seu mais recente trabalho, The Last Chords find Paolo Fresu, lançado em 2007, é o seu 27º álbum.
Em turnê mundial de lançamento de seu segundo disco, Esperanza, a compositora, cantora e contra-baixista norte-americana Esperanza Spalding, de apenas 23 anos, chega ao Brasil em outubro trazendo sua mistura de jazz tradicional com soul, pop e world music. Da infância em Portland, Oregon, aos estudos na Berklee College of Music, sua história é pontuada pela precocidade.
Tocou violino clássico dos 5 aos 15 anos em uma orquestra de câmera de sua cidade natal até começar a flertar com ritmos populares como rap, r&b, rock e soul. Atravessou o país de costa a costa até Boston, onde ingressou na conceituada Berklee com apenas 16 anos de idade.
Após quatro anos de estudos, tornou-se a mais jovem professora da história da escola. Ainda em 2005, lançou seu álbum de estréia, Junjo. Antes mesmo de se formar, participou de turnês ou gravou com grandes nomes da música como Joe Lovano, Pat Metheny, Stanley Clarke e Patti Austin.
Fã entusiasta da música brasileira, Esperanza reservou nada menos que as faixas de abertura e fechamento do disco respectivamente para Ponta de Areia (Milton Nascimento / Fernando Brant) e Samba em prelúdio (Baden Powell / Vinicius de Moraes), ambas cantadas em português. O disco traz ainda composições próprias como Fall in e standards do jazz como Body and Soul, este transformado em Cuerpo Y Alma, na versão espanhola feita para o disco.
Compositor, cantor e multi-instrumentista (guitarra, piano, baixo e violoncelo), o inglês Paul Weller é um dos principais nomes da música pop britânica. Em meados da década de 70, em plena eclosão do movimento punk capitaneado por The Clash e Sex Pistols, Paul liderou uma das bandas pop mais influentes dos anos 80: The Jam (1976-1982).
Mais tarde, entre 1983 e 1989, formou a igualmente bem-sucedida Style Council, um duo com o pianista e compositor Mick Talbot. Com o The Jam, atingiu o topo das paradas em 1980, com o single Going Underground. Seguiram-se outros primeiros lugares com Start! e com Town called Malice, canção que anos depois conseguiu renovada repercussão ao integrar a trilha de Billy Elliot (2001).
O sucesso avassalador na Grã-Bretanha levou o grupo a emplacar duas músicas (Town called Malice e Precious) na mesma edição do programa da BBC Top of the Pops, feito até aquele momento só alcançado pelos Beatles. O último single antes do término da banda, Beat surrender, chegou ao primeiro lugar da parada britânica na primeira semana de lançamento, fato raro para a época.
Os shows de despedida lotaram todas as noites o Wembley Arena e depois o Brighton Centre, em dezembro de 1982. Com letras quase sempre politizadas, assim como o The Jam, o Style Council se engajou em diversos movimentos, apresentando-se em grandes eventos beneficentes como Live Aid, no estádio de Wembley, em 1985, e integrando a Band Aid, formada por estrelas da época para gravar a canção Do They Know it’s Christmas?.
O grupo emplacou hits, inclusive nos EUA e Austrália, como My ever changing moods, You’re the best thing e Shout to the top. Com o fim do grupo em 1989, Weller deu início, alguns anos mais tarde, à sua carreira solo. No começo dos anos 90, integrou o movimento Britpop, que revelou grupos como Oasis e Blur.
Em 1995, lança seu terceiro álbum solo, Stanley Road, que o leva novamente ao topo das paradas britânicas e se torna um de seus discos de maior vendagem. A declarada admiração do Oasis pelo extinto The Jam se materializa na participação do guitarrista Noel Gallagher em I walked on gilded splinters. Já Paul Weller empresta guitarra e voz na faixa Champagne Supernova, do Oasis. Seu mais recente trabalho, 22 Dreams, lançado este ano, é o nono disco solo, com o qual tem excursionado pelo mundo.
Agendado mais uma vez para a segunda quinzena de outubro, o TIM Festival acontece este ano nos mesmos locais do ano passado tanto no Rio de Janeiro como em Vitória – a Marina da Glória e o Teatro UFES, respectivamente. Já em São Paulo haverá algumas mudanças, que serão anunciadas em breve. |
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Treze mulheres e um ambicioso projeto musical brasileiro
Data:
27.03.2008
Hora: 03h41
Por: Thyago Gadelha |
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Cada ano que passa, os homens tentam homenagear as mulheres da maneira mais original possível. Um certo grupinho do meio musical pôs, neste ano, essa teoria à prova, justamente no mês dedicado à elas e fez bonito. Formado por Dengue e Pupillo, integrantes da Nação Zumbi, e Rica Amabis, do grupo Instituto, nasceu o interessante projeto 3namassa e seu já elogiado disco de estréia "Na Confraria das Sedutoras - Volume 1".
Mas onde entram as mulheres nessa parada? Simples (ou nem tanto assim), os músicos montaram o projeto musical nas bases baixo, bateria e programação, convidaram Jorge du Peixe (Nação Zumbi), Rodrigo Amarante (Los Hermanos e Orquestra Imperial), Junio Barreto, Rodrigo Brandão (Mamelo Sound System), Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Felipe S (Mombojó), China (ex-Sheik Tosado), Alex Antunes (jornalista e ex-Akira S e As Garotas que Erraram) e Rodrigo Carneiro (Mickey Junkies) para criar letras sensuais e provocantes (baseadas no universo feminino, como fez o mestre Chico Buarque e bem ao estilo musical de Serge Gainsbourg) e presentaram às cantoras Céu, Pitty (em interpretação surpreendente), Nina Becker, Thalma de Freitas (ambas da Orquestra Imperial), Nina Miranda (Smoke City) e Lurdez da Luz, a modelo Geanine Marques, a produtora, compositora, cantora e pesquisadora da MPB, Cynthia Zamorano, mais conhecida como Cyz, e as atrizes cult Leandra Leal, Karine Carvalho (esposa do Amarante), Simone Spoladore e Alice Braga - esta última em citações que lembram sua interpretação no denso "A Via Láctea", de Lina Chamié. A lista de colaboradores cresce ainda mais com os músicos Fernando Catatau (Cidadão Instigado), Bactéria (Mundo Livre S/A), Chiquinho (Mombojó) e Maurício Takara (Hurtmold).
Com citação em francês pelo início ou um sussurro de uma voz aveludada pelo meio, as músicas tomam de assalto seus ouvidos e, principalmente, a sua atenção para cada detalhe que existe dentro delas. São instantes memoráveis, seja na gingada "Quente Como Asfalto" de China, na voz de Cyz, seja na interpretação diferente da paulistana Céu em "Doce Guia" ou nas intervenções das belas atrizes [como "Certeza", "Pecadora" e "Tarde Demais"]. Não tem como não se render aos encantos de um projeto bem amadurecido e inovador para a música brasileira. Assim como nos presenteou a Orquestra Imperial com seu CD de estréia.
Segundo o trio mentor do 3namassa, as homenagens e inspirações de toda essa criação vão dos quadrinhistas eróticos Carlos Zéfiro e Milo Manara e passam pelos poetas Chico Buarque e Serge Gainsbourg, anteriormente citados. Basta apenas uma audição para perceber o território ambientado por eles e elas. O convite está feito, resta a você entrar neste universo de ritmos e gêneros.
Mais novidades
Ainda no final de abril, o projeto dos meninos deve chegar - oficialmente - aos ouvidos estrangeiros pelo selo nova-iorquino Nu Blu. Bem como o videoclipe de "Em Seu Lugar", na voz de Thalma de Freitas, originalmente chamada de "Enladeirada".
Os shows devem começar na segunda quinzena de abril. Mas se você não aguenta de curiosidade ou quer fazer um esquenta, basta acessar o MySpace do projeto [ http://www.myspace.com/3namassa ] ou comprar o CD por apenas R$24,00 no site da gravadora independente Deckdisc [ http://www.deckdisc.com/deckdisc/prod.php?id=439 ].
E não pára por aí. Com o volume 2 na manga, o 3namassa já rendeu outro projeto: o Sonantes, que nasceu da parceria entre Rica, Dengue, Pupillo e a cantora Céu e seu marido, Gui Amabis (irmão de Rica), e já tem até um EP de quatro faixas no MySpace [ http://www.myspace.com/sonantes ]. O som? Uma mistura de dub, trip-hop com muitas brasileirices. É o que costumamos chamar de música contemporânea brasileira.
Abaixo você confere as faixas de "Na Confraria das Sedutoras - Vol. 1":
01. Certeza (Leandra Leal) 02. O Seu Lugar (Thalma de Freitas) 03. Doce Guia (CéU) 04. Tatuí (Karine Carvalho) 05. Estrondo (Geanine) 06. Lágrimas Pretas (Pitty) 07. Pecadora (Simone Spoladore) 08. O Objeto (Nina Becker) 09. Quente como Asfalto (Cyz) 10. Morada Boa (Nina Miranda) 11. Certa Noite (Karina Falcão) 12. Sem Fôlego (Lurdez da Luz) 13. Tarde Demais (Alice Braga) |
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