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A partir da década de 70, o Pará descobriu que abrigava, em seu subsolo, a maior província mineral da Terra, localizada na Serra dos Carajás, explorada pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), através do Programa Grande Carajás.

A descoberta do imenso potencial mineral do Estado ocorreu após a implantação do Projeto Radambrasil pelo Ministério das Minas e Energia, considerado o maior projeto de levantamento integrado de recursos naturais do planeta. Através de Radar, aerofotogrametria e outros recursos, incluindo pesquisas de campo, foi elaborado um perfil geológico, pedológico e florestal de algumas regiões brasileiras, entre as quais a Amazônia. O conhecimento detalhado das riquezas minerais visava racionalizar seu aproveitamento econômico.

Antes mesmo da descoberta de minas como Serra Pelada, o Pará já produzia ouro de aluvião, extraído de terrenos sedimentares recentes, formados nas eras terciária e quaternária, existentes nos leitos de alguns de seus principais rios, como Tapajós e Jari. A extração era feita por habitantes da própria região, e também por moradores das "Guianas", que entravam em território paraense através do Rio Jari.

As maiores concentrações minerais do Pará estão nas serras dos Carajás e Pelada, e nos vales dos rios Trombetas, Jari e Tapajós. Os maiores destaques ficam nos municípios de Parauapebas (jazidas de ferro), Oriximiná (de bauxita) e Itaituba (de ouro e calcário).

Hoje, a produção de apenas três minerais - ferro, alumínio e manganês - é responsável por 92,4% da arrecadação do Estado no setor mineral.

Em janeiro deste ano, a Rio Doce Geologia e Mineração (DOCEGEO), empresa que realiza pesquisas para a Vale do Rio Doce, anunciou a descoberta, em Serra Leste, município de Curionópolis, de uma enorme jazida de ouro há mais de 400 m de profundidade. Segundo a empresa, a jazida tem capacidade para produzir mais de 150 toneladas de ouro.

Alvo de conflito entre garimpeiros (que sustentam estar a jazida em Serra Pelada, e não na Serra Leste) e a CVRD, que detém o direito de lavra na região, a jazida só entrará em fase de exploração em 1988, devido à necessidade de continuação das pesquisas, para delimitar com precisão sua área de ocorrência e implantar a infra-estrutura necessária para a retirada do minério.