Típica cidade do interior da Amazônia, Muaná, na ilha do Marajó, destaca-se por promover anualmente um dos mais famosos festivais do Camarão do arquipélago, realizado no mes de maio. O município vive do extrativismo de açaí e palmito, da pesca do camarão, de indústrias familiares no setor oleiro-cerâmico, importante atividade econômica para a população do município, além de indústrias de palmito que exportam o produto para os principais centros do país e exterior.
O nome Muaná é um vocábulo tupi, cuja tradução é "semelhante
a cobra". A cidade tem grande importância na história do Pará, com sua participação estratégica nos episódios da Cabanagem, além de ter sido a primeira cidade do Estado a aderir à Independência do Brasil.
Muaná foi elevada a Freguesia em 1757, sob a invocação de São Francisco de Paula de Muaná. Em maio de 1883 alcançou a categoria de Vila, conquistando a condição de Cidade somente em 1895. Atualmente registra uma população de mais de 24 mil habitantes dos quais mais de 70% concentram-se na zona rural.
Com um sistema de vida simples, possui ilhas paradisíacas e rios de águas limpas e piscosas e começa a despertar para o turismo. O clima é um convite à parte para quem chega na cidade e hospeda-se em uma de suas hospedarias. Roupas leves e de banho são as vestimentas ideais para circular pela cidade, que possui um povo hospitaleiro e simples.
O rio Muaná que banha a cidade, é o primeiro ponto para um passeio ecológico. A Ilha da Pescada contém a bela praia da Pescada, banhada pela Baía do Marajó e ainda inexplorada, o que a torna mais atraente. Para chegar lá é preciso fretar barco ou lancha e a viagem dura em torno de 20 minutos. As embarcações estão disponíveis para fretes na cidade. O Porto de Mocajuba é muito procurado como lazer pelos moradores. Fica a 4 quilômetros do núcleo da sede do município e localiza-se às margens do rio Cajuúna. Outras duas ilhas paradisíacas e selvagens são a Ilha Palheta, de valor histórico e a Ilha do Mandií. Palheta é banhada pela Baía do Marajó, rio Atuá e furo Palheta. A ilha do Mandií fica a 30 minutos de voadeira da sede da cidade e possui duas praias fluviais: a do Mandií e Farol.
Mas nem só de belezas naturais vive a cidade: a Igreja de São Francisco de Paula, localizada na
Praça da Matriz e construída em 1760 é considerada uma das mais antigas construções do arquipélago marajoara. Outra atração histórica é o engenho Palheta, localizado na Ilha Palheta, que impressiona quem lá passa. Um palacete centenário resiste ao tempo junto com o engenho Palheta, local onde os escravos do século XIX produziam açúcar, álcool e cachaça.

Como chegar

Por via fluvial, num percurso de 5 horas desde Belém, através das embarcações Celso Rodrigues, Salmista, Proteção de Deus III e V, Comandante Heleno, São João de Muaná, Bom Jesus de Muaná e Souza Nunes, que saem dos portos Boa Viagem e São Benedito. Por via aérea do percurso é de 30 minutos, com aviões mono e bimotores, fretados.

Onde ficar

Hospedaria Sumaré: Passagem Sumaré, s/n.
Hospedaria Sobrado: Rua Rodrigo Lopes de Azevedo, s/n.

Onde comer

Restaurante Sumaré: Pass. Sumaré, s/n.
Restaurante Dona Mita: Rua Abel Martins, s/n.
Bar do Cais: Trapiche Municipal.
O Malocão: Rua Capitão Antônio Azevedo, nº 510.

LOCALIZAÇÃO

Na costa ocidental da ilha do Marajó, às margens do rio Muaná, faz limites com os municípios de São Sebastiãoda Boa Vista, Anajás, Ponta de Pedras e Baía do Marajó. Dista 80 Km, em linha reta, de Belém.