Preserva e valoriza a riqueza do folclore marajoara

A riqueza do folclore, a cerâmica e as belas praias são marcas registradas de Ponta de Pedras, município distante a 44 quilômetros de Belém e onde se chega a três horas e meia de barco e a 15 minutos de avião. No folclore, o destaque são para as danças do vaqueiro, siriá, lundu e o carimbó, que representam muito bem a cultura marajoara, através de grupos folclóricos tradicionais como os Nuaruaques e o Itaguary, que contam com um vasto currículo de apresentações dentro e fora do Estado.
Das praias, a mais conhecida é a da Mangabeira, formada pela baía do Marajó e bem freqüentada por turistas e pelos moradores do município. São quase dois quilômetros de praia, com muitos coqueiros e água doce.
Na Mangabeira uma das atrações é curtir os bares, onde podem ser degustados pratos à base de peixe e camarão. Recentemente, os pontapedrenses introduziram no seu cardápio, o Peixe na Pedra, especialidade encontrada com exclusividade aqui. O peixe é servido em uma pedra dando um toque todo especial à mesa.
Há também em Ponta de Pedras, a praia Grande, a seis quilômetros da cidade, e a praia de Campinha, ideal para banho no verão. Na praia Grande está instalada uma fábrica de beneficiamento da casca de coco, implantada com o apoio da Universidade Federal do Pará (Programa Pobreza e Meio Ambiente), prefeitura e empresa Mercedes Benz, que utiliza o produto para a fabricação de assentos de automóveis. Ponta de Pedras tem ainda uma infinidade de rios, entre os quais o Marajó-Açu, que banha a cidade, e o Armazém, ambos navegáveis.
Ponta de Pedras tem 17.405 habitantes, dos quais 10.054 estão na zona rural. A criação extensiva de gado é uma das suas principais atividades econômicas, juntamente com a agricultura e a captura do camarão. A cidade também desponta para a agroindústria, possuindo atualmente uma fábrica de gelo e indústrias de beneficiamento de peixe, de frutas e de fibra do coco.
A cerâmica é também orgulho dos pontapedrenses. Hoje o município é um dos poucos a produzir artigos de cerâmica marajoara, que podem ser vistos ou adquiridos na cidade ou nas lojas de artesanato em Belém. A maior procura são pelas réplicas em miniatura de urnas onde eram guardados os ossos dos antigos povos que habitaram a região.
O mesmo empenho com que fabricam as peças marajoaras, o povo de Pedras também dedica à produção de trabalhos em madeira, tecelagem, tricô e crochê, tanto que existem hoje no município várias cooperativas e oficinas de artesãos.

Como chegar

Por via fluvial, num percurso de 3 horas desde Belém. Saídas diárias do Porto Palmeiraço, no bairro da Cidade Velha, pelas embarcações Raimundo Malato e Luis Guilherme. É possível se chegar por aviões mono e bimotores, mediante frete.

Onde Comer

Restaurante Aruãs: Tv. Joaquim Boulhosa, nº 106. Fone: (0XX)-91-777-1127.
Big Bar: Praça da Matriz, nº 118.
King Bar: Praça da Matriz, nº 16.
Brasil Bar: Praça da Matriz, s/n.
Comercial Lanchonete: Praça da Matriz, s/n.
Sorveteria e Representação Gelato: Praça da Matriz, s/n.

Onde ficar

Hotel Ponta de Pedras: Praça Paulo XI, nº 166.
Pousada Itaguary: Praça da Matriz.
Pousada do Sol: Praia da Mangabeira.
Hotel Beira-Mar: Praça da Matriz.

Localização

A Leste da Ilha do Marajó, na microrregião dos Campos, Ponta de Pedras limita-se ao Norte com Santa Cruz do Arari; ao Sul com o Rio Pará; a Leste com Cachoeira do Arari e Baía do Marajó; e a Oeste com Muaná e Anajás. Fica a 44 Km de Belém.

Um passeio pela história

O nome do município tem tudo a ver com topografia local. Na Baía do Marajó, por exemplo, pouco antes de se chegar a cidade uma faixa de pedras identifica a Pirâmide de Pedra, onde está um farol que marca a entrada do rio Marajó-Açu. Mas, antes de ser chamado de Ponta de Pedras, o município já recebeu as denominações de Itaguary e Mangabeira, este por causa da praia da Mangabeira, onde se instalaram os padres mercedários, que chegaram a região por volta de 1.700 para catequisar os índios Muaná.
Foram esses padres que trouxeram para Ponta de Pedras a devoção a Nossa Senhora da Conceição, padroeira do lugar. Dessa época, um dos marcos principais é a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, erguida em 1727, na Praça da Matriz.
Já construída mais recente, em 1969, encontra-se no município a Igreja de São Francisco de Bórgia, localizada a uma hora de barco da cidade e que guarda uma imagem de São Francisco de Bórgia vinda da Portugal. Dizem que a imagem, em madeira, tem mais de 200 anos de existência.
Do período da escravidão negra, Ponta de Pedras guarda ainda as ruínas de um antigo latifúndio, localizado a cinco quilômetros da cidade. Lá pode-se ter uma idéia de como eram as casas grandes e as senzalas daquela época.